segunda-feira, outubro 31, 2005

Ribeiro e Castro defendeu que Cavaco era um candidato independente

O PP reuniu-se este fim de semana pra deliberar sobre que tipo de apoio a dar ao candidato presidencial Cavaco Silva. Um apoio incondicional ou um apoio condicionado. O apoio condicionado implicaria a aproximação de Cavaco a algumas posições do PP. Venceu por larga maioria a corrente de Ribeiro e Castro: o apoio incondicional. É estranho (ou não...) que assim seja. Decartada a hipótese de avançar com um candidato próprio - inevitavelmente seria Paulo Portas - em virtude do fraco score que tudo indica este alcançaria (as sondagens dão lhe um valor inferior a 2%), o PP optou pela opção mais fácil: aparecer na fotografia final como um dos vencedores, independentemente de as ideias de Cavaco convergirem com as do partido.
Só isso justifica a afirmação de Ribeiro e Castro de que Cavaco é candidato independente.
O PP é assim o único partido com assento parlamentar sem candidato próprio.
No lado oposto, acontece precisamente o oposto. À esquerda, cada força partidária decidiu avançar com um candidato próprio que "defenda" as suas convicções.
É uma das coisas que distingue a esquerda da direita. A direita é claramente mais pragmática e "racional". A esquerda é mais ideológica. Rege se mais pelos seus ideias, independentente dos dissabores que isso lhe possa trazer.
Face à força com que Cavaco se apresenta nesta eleição, com fortes hipóteses de ganhar na primeira volta, o "racional" aconselharia que a esquerda se reunisse em volta dum candidado, seja ele Alegre seja Soares.
Existem alguns aspectos semelhantes a esta realidade na última eleição para a presidência francesa. A esquerda apresentou uma serie larga de candidatos, com a certeza que o candidato do PS francês - Jospin - disputaria a segunda volta com o candidato de centro direita - Chirac. A dispersão de votos assegurou a passagem para a segunda volta do candidato da extrema direita - le Pen.
O resto é conhecido. Chirac venceu a segunda volta com larga vantagem.

Que l'on est bête quand on est amoureux (*)

Regressamos à música francesa. Desta vez um desconhecido em terras lusas. Chama-se Thomas Fersen. Estilo: não muito fácil de definir. Encaixado na "chanson", encontramos aqui um pouco de estilo jazzy, um piscar de olho no swing e na rumba... enfim.. há aqui muito alegria e muitos trocadilhos com as palavras. Datado de 97, temos este registo chamado "le jour du poisson". Espero que gostem. Boa audição.
(*) Título do post retirado da música de Fersen "Que l'on est bête" (tradução livre "Como somos patétas, quando estamos apaixonados")

domingo, outubro 30, 2005

sábado, outubro 29, 2005

Regresso em grande...#2

O tom do título deste post difere absolutamente do anterior. Agora, deve ler-se este título carregado de ironia.
Estou a falar do regresso político de Nino Vieira, presidente recém eleito da Guiné Bissau.
Começar "melhor", era difícil.

Regresso em grande...#1


É o já aqui comentado regresso de Mafalda Arnauth.
Regresso ao assunto, em virtude de existirem agora informações mais precisas acerca do que seu novo disco.
Ora temos uma interpretação de La Bohême de Charles Aznavour, um tema - O que tinha que ser- de Vinicius de Moraes com música de Tom Jobim, e last but not the least, "Foi Deus" o tema popularizado pela Amália Rodrigues.
Assim sendo, por esta amostra, grande é a expectativa para escutar este registo chamado Diário e que vai estar à venda a partir de segunda feira.

Referendo ao aborto

Sócrates não arrisca despenalizar aborto sem referendo in Publico.pt

Este era e é o único caminho possível.
O facto do enquadramento jurídico de fundo acerca desta questão ter resultado da posição assumida pelos Portugueses no anterior referendo (ou da não posição, pois, recorde-se, que esse referendo não foi, do ponto vista jurídico, vinculativo dado que mais de 50% dos portugueses optaram por não exercer o seu direito), a sua alteração, só poderá resultar de uma posição diferente em novo referendo. Sob pena de que em cada maioria política, teríamos alterações da lei no parlamento, consoante a maioria fosse de esquerda ou de direita.
Sócrates fez o que tinha a fazer: fazendo parte do seu programa de governo, Sócrates tentou que a questão fosse "pra frente" o mais rápido possível.
O mesmo não se pode dizer do Presidente Jorge Sampaio. Resolveu que apenas se deveria fazer um referendo, e esse seria aquele referente à constituição europeia.
O desfecho é conhecido. Fruto do "não" Holandês e Francês, o referendo à constituição foi adiado. Até estarem reunidas condições para o "sim" ganhar.

sexta-feira, outubro 28, 2005

Barulhinho bom...#2

Olha como a chuva cai
E molha a folha aqui na telha
Faz um som assim
Um barulhinho bom

Faz um som assim
Um barulhinho bom

Água nova
Vida veio ver-te
Voa passarinho
No teu canto canta
Antiga cantiga

No teu canto canta

[Chuva no brejo, de Marisa Monte]

Barulhinho bom...#1

Foto: Catedral
Título do Post: Extraído de "Chuva no Brejo" de Marisa Monte

Quotidianos #3

Mergulho no brilho cor de fogo do Tejo neste fim de tarde. Embrulhada em letras de fotocópias amarrotadas e sublinhadas a azul celeste, olho a gaivota urbana que voa sobre a vela. Como queria ser ave e ter a liberdade de escolher o rumo, nem que fosse o rumo de um só dia. Por entre ventos e brisas marinhas me perderia sem ter de enfrentar os mesmos rostos, os mesmos sorrisos falsos todos os dias... As letras continuam à minha frente, o sol mais uma vez se põem e o amanhã será igual.

Texto de Ana Fernandes.

quinta-feira, outubro 27, 2005

Melhor que João, só o silêncio...

Foram estas as palavras de Caetano Veloso referindo se a João Gilberto, o músico aqui escolhido para a próxima audição da caixa de música, músico brasileiro muito do meu agrado. Escolhi um excelente registo ao vivo realizado no Tokio International Forum Hall a 12 de setembro de 2005. Boas audições. Espero que gostem.

quarta-feira, outubro 26, 2005

Olha, que coisa mais linda

Foto: M. , no miradouro da Graça em Lisboa, Outubro 2005
Título do Post: Extraído de "Garota de Ipanema", Vinicious de Moraes

Quotidianos #2

Ténis coloridos, azuis, amarelos, rosa choque, laranja... todos misturam-se com o verde da relva. Corpos aos saltos vibram no ar pesado da noite. No ar o fumo de cheiro intenso esconde rostos eufóricos.
Das colunas dispersas pelo recinto sai um rufar melódico que abafa os gritos desafinados das canções eternas. Sois brilhantes e artificiais acendem no rectângulo gigante e negro e iluminam a multidão que por breves instantes esquece a vida e navega numa outra.


Textos de Ana Fernandes

terça-feira, outubro 25, 2005

Gaivota, que andas perdida...

Foto: St Malo, Bretanha, França, Agosto 2005
Título do post: Excerto de "Canoas do Tejo" de Carlos do Carmo

Quotidianos #1

Folhas verdes, folhas beringela, braços entrelaçados como raízes mergulhadas num mangueiral. Asas cinzentas claras e escuras bicam o tapete verde sujo de beatas. Um banco velho e gasto da chuva escuta conversas de circunstância, suportando o peso de um corpo de pernas cruzadas. O som das sirenes azuis misturam-se com o do motor do avião que risca o céu. Um travar a fundo do outro lado da rua acorda o olhar do homem de cabelo grisalho à direita da estátua.Pardais em bandos circulares escondem-se nas palmeiras disformes para sonhar. E as bolas de cristal, esperam as estrelas para também poderem brilhar. Quantas vezes passo neste jardim e não vislumbro a vida.
Texto de Ana Fernandes.

segunda-feira, outubro 24, 2005

domingo, outubro 23, 2005

A linha da vida...


Prosseguimos, desta vez para o Fado. Camané. Considerado, muito justamente, o maior representante masculino do designado "Novo Fado". Vindo de uma família de fadistas, os irmãos Hélder e Pedro Moutinho seguiram também recentemente esta carreira, apresento aqui o registo "Na linha da vida", datado de 98, e o segundo dos seus actuais cinco registos. Tem produção de José Mário Branco, o seu produtor de eleição. Boas audições. Espero que gostem.

A diplomacia nos dias que correm

«Cómo es posible que un país que ha padecido una dictadura y que ha vivido los beneficios de la liberdad, esté amparando con comunicados vergonzosos a un régimen sinistro, como el de Fidel Castro, que lleva 46 años en el poder?»



Vargas Llosa, acusando a diplomacia espanhola de «hipócrita» e «com dupla moral» .
(El País, hoje, 20 de Outubro)




Extraído do blogue Notas Verbais

Dia de Domingo...

Bretanha,França, Agosto 2005
Foto: jml

sábado, outubro 22, 2005

Noite de Lisboa...

Princípio da noite no Miradouro da Graça, Lisboa, Outubro 2005

A melhor capa de sempre

Foto: Sound & Vision
Segundo a American Society of Magazine.
Tem o meu voto.

Outro regresso...muito ansiado

Foto: Fadiário

É o de Mafalda Arnauth.
O registo chama se "Diário" e irá ser apresentado no CCB em Novembro.


Estou ansioso por escutar.

sexta-feira, outubro 21, 2005

A pesca deu peixe graúdo

Esta "pesca" pela blosfera, já deu peixe... um excelente blogue de música e cinema, assinado pelo Nuno Galopim (esse mesmo do DNA, da Rádio Radar, entre tantas coisas) e João Lopes (que suponho que seja o crítico de cinema do DN, também entre tantas outra coisas).

Cá vai...chama se Sound & Vision.

A guardar aí nos favoritos.

Portugal no seu melhor...

Extracto de conversa em transporte público da região de Lisboa

"Isto da gripe das árvores inda vai dar que falar"

(perfil do protagonista: mulher 60-65 anos botas e gabardina que não oculta a saia travada acima de joelho que resiste à gravidade ficando acima da linha da cintura, por sinal proeminente).



Post extraído do blogue O Insubmisso.

The time's they are a changing...

Boy - Estou? Olá é o D. Tudo bem?
Girl - Sim, e tu?
B - Também. Era para saber se sempre está marcado o date de hoje.
G - Sim, claro. Vens cá ou eu vou aí?
B - Estava a pensar em jantar fora e depois íamos até ao Lux.
G - ... (silêncio)...pois...eu estava mais numa de passar aos finalmentes...
B - Como assim?
G - Sim D, não me leves a mal, eu acho-te simpático e tal, mas ao fim de dois jantares e ídas ao Lux já percebi que o que quero de ti é sexo. Como tal, my place or yours?
B - Vai pó caralho! - e desligou...
Contexto: os dois jantares e idas ao Lux tiveram direito a alguns beijos e sex talk numa tentativa de situação de pleasure delay. Já farta de esperar pela Fase B, a Girl coloca as cartas na mesa e leva uma tampa de muito mau gosto.
Quem é que é complicado, quem é?
;-)



Post extraído do blogue Cenas de Gaja.

Espreitando na blogosfera

É nisto que dá esta fase de falta de criatividade...

O Expresso

Eu até não acho grande piada ao Pulido Valente...mas acho que nesta crónica tem vários tiros certeiros...

"O Expresso" por Vasco Pulido Valente

"Ao fim de mais de vinte anos, José António Saraiva levou o proverbial "pontapé para cima" e saiu do Expresso. O Expresso nasceu, durante a ditadura, por favor pessoal de Marcello Caetano. Marcello não queria "alienar" os "jovens liberais" que ao princípio o haviam apoiado e, quando eles se afastaram, para os conservar na periferia do regime, deixou que eles fizessem uma "associação independente" (a Sedes, que já morreu) e um jornal, o Expresso, que ainda existe. Muito diferente da imprensa da oposição clássica (a República, o Diário de Lisboa), bem informado, "moderno", subtil, antes de 74, o Expresso foi o símbolo e a esperança de uma vida democrática. Toda a gente o lia: em Portugal, em Angola, em Moçambique, na Guiné ou no exílio. Era o jornal que a história naquela altura pedia.

Veio a revolução e, a seguir, o PREC e o período confuso da tutela militar. O Expresso mudou. Balsemão e Marcelo (Rebelo de Sousa) foram para o Governo e nunca mais voltaram. A pretexto de uma "independência" dúbia, o jornal não passava de um saco onde cabia, e se metia, tudo: o bom e o mau, a esquerda e a direita, a notícia e o frete. Não por acaso, José António Saraiva chegou nesse momento a director. Perfeita encarnação da vacuidade, não incomodava ninguém. Pouco a pouco, o único objectivo do Expresso acabou por se tornar vender "papel" e ganhar dinheiro. A qualidade caiu e voltou a cair. Pouco a pouco, o 1.º caderno começou a roçar o vergonhoso: com informação da véspera, sem opinião e sem análise. Os suplementos, tirando o Actual e a Única, são molhos de publicidade "especializada"; e o Actual e a Única, os dois sobre o mortiço, raramente, aqui e ali, sobem acima da vulgaridade. O Expresso hoje não se lê. Hoje o Expresso é para folhear, e "leva" dez minutos.

Mas, se isto é verdade, então como sobreviveu o Expresso ao Semanário e a O Independente? Primeiro, pela sua prioridade e o prestígio acumulado antes de 74. Depois, porque o Semanário e O Independente, com um apoio financeiro precário, tinham fins políticos puramente tácticos e se esgotaram com eles. O mistério não está aí. O mistério está na fidelidade ao Expresso da classe média portuguesa (cuja iliteracia ele provavelmente reflecte) e na razão por que não apareceu, nem aparece, o concorrente sério de que o país precisa. A remoção de Saraiva é um sintoma de fracasso ou de fraqueza e a oportunidade é agora clara. Quem se arrisca?"

in Público

Primeiro livro que realmente abre caminho até ao seu coração

Numa ocasião ouvi um cliente habitual comentar na livraria do meu pai que poucas coisas marcam tanto um leitor como o primeiro livro que realmente abre caminho até ao seu coração. Aquelas primeiras imagens, o eco dessas palavras que julgamos ter deixado para trás, acompanham-nos toda a vida e esculpem um palácio na nossa memória ao qual, mais tarde ou mais cedo – não importa quantos livros leiamos, quantos mundos descubramos, tudo quanto aprendamos ou esqueçamos –, vamos regressar.
Carlos Ruiz Zafón, em "A Sombra do Vento"
Para mim, acho que foi este, "Não te deixarei Morrer David Crockett"
Citação extraída do Blogue irasshaimase!

quinta-feira, outubro 20, 2005

Castelo...de luz

Castelo de São Jorge, Final de tarde, Lisboa, 2005

O efeito do tempo na realidade política

Este post tem apenas por objectivo lembrar os efeitos do tempo na “realidade” política. Em 1995, após dez anos de Governo, quando o povo despediu o PSD em eleições, oferecendo o poder ao PS do engenheiro de Donas, as oposições e os “opinion makers” detectavam traços de autoritarismo no professor de Boliqueime.Onde é que isso já vai!Hoje, é um poço de virtudes.É o tempo, esse magnífico escultor!

De ns. em Glória Fácil

Não poderia concordar mais.

Ainda Ceuta e Melilla...

Desta vez concordo com a Ana Gomes... a resolução dos problemas dos que pretendem entrar na Europa não é certamente fechar-lhes o acesso, sem alternativas. É preciso encontrar alternativas de vidas condignas para estas milhares de pessoas, alternativas essas que passarão em parte pela entrada na Europa; mas fundamentalmente por fazer de África um continente em que se possa viver de forma livre, politica e económicamente falando.
Ana Gomes, no Aba da Causa:
"(...)A solução não é negar o direito de asilo, mas sim partilhar a responsabilidade por atender os pedidos dos refugiados e repartir equitativamente o apoio a prestar-lhes através da Europa e noutros países que os acolham, promovendo soluções duráveis ou o repatriamento voluntário. A solução não é escorraçar pobres que procuram melhorar a vida - o mesmo que procuraram, legal e ilegalmente, portugueses durante séculos (e ainda procuram, não esqueçamos). Imigrantes que, venham de África ou de Leste, injectam na Europa envelhecida o fermento rejuvenescedor que permite sustentar sistemas de segurança social, como acontece em Portugal. Com emigrantes espalhados pelo Mundo e tantos asilados políticos durante décadas, Portugal não pode alinhar com políticas europeias defensivas, de vistas curtas e contrárias ao direito internacional.(...)
(...)Se não pode escancarar portas, a Europa tem de começar por atacar as redes clandestinas. E precisa sobretudo de ir às causas que impelem tantos desesperados a fugir da doença, da pobreza, da corrupção, da repressão, dos conflitos, das guerras que arrasam África. Ceuta e Melilla demonstram o fracasso da prática da Cooperação para o Desenvolvimento dos europeus, apesar da retórica.(...)"

Antony

Prosseguimos as audições com o americano Antony a sua banda The Jonhsons. Temos aqui o aclamado "I am a bird now", registo de rara sensibilidade e voz suprema de Antony. Pena é, que sempre que se fale de Antony, se fale de tudo menos da sua música. Boas audições. Espero que gostem.

terça-feira, outubro 18, 2005

Alice...

É como já aqui escrevi o filme de que se fala. E Nuno Lopes o actor de quem se fala. A história é já conhecida: a filha de Mário, Alice, desaparece no infantário. Rapto, desduz se.
O filme fala nos das rotinas iniciadas para o pai reencontrar a filha. Fala nos, ou melhor, expoe nos os sentimentos e as raivas do pai e da mãe, após o do desaparecimento da filha.
A história é dura. Excessivamente dura. Mas, uma história destas, baseada em factos reais, só pode ser incrivelmente dura.
O pai da  Alice é actor. Aparece nos no filme num pequeno acto de representação duma peça que se deduz ser de humor. Nesses momentos, Mário ri e brinca animado com o outro actor da peça (Miguel Guilherme); minutos antes nos camarins, Mário está estático, sem vida olhando para o espelho, tentanfo encontrar forças para continuar.
Acho que foi isto que mais me marcou no filme. A vida dupla que o Mário e todos nós em geral levamos. Encontrar forças para prosseguir e vencer a adversidade nesta sociedade ultra competitiva, a dificuldade em enfrentar as relações cada vez mais frias e difíceis. Fazendo de conta que está tudo bem...

Escadas...

Cáceres, Espanha, Agosto 2005

Tudo!


O regresso muito desejado e aguardado com "Tudo ou nada"desta singular médica fadista..

Estúpido.


O que é que é pior: vestir a t-shirt, ou o sorriso estúpido vestindo a t-shirt ?

Coisas que tenho dificuldade em "engolir"

Segundo o jornal de distribuição gratuita "Metro", Portugal é o país da UE com maior fosso entre os ricos e os pobres.

Manifesto de rua...

Campos Mártires da Pátria, Lisboa, Setembro 2005

segunda-feira, outubro 17, 2005

Resistir é vencer...


Prosseguimos as audições... desta vez regressamos a terras lusas. Escolhi o autor da frase que escolhemos para acompanhar o nome deste blogue: José Mário Branco. Após longo afastamento dos discos de originais, ei-lo de regresso com este registo "Resistir é vencer". Não é um registo de audição imediato e fácil, como são todos os registos de jmb. Merece por isso escuta atenta. Espero que gostem.

domingo, outubro 16, 2005

quinta-feira, outubro 13, 2005

A vida já vai longa...(2)

Havana, Cuba, Julho 2003

Já não era sem tempo...

Conhecido pelos seus "brilhantes" e "apartidários" editoriais, JAS está de saída do Expresso.
Saída que se saúda vivamente.
Ora vejam parte do seu último editorial:
De facto, "brilhante"...

A paixão



A paixão é como deus que quando quer me toma todo o pensamento
A paixão é como deus que quando quer me toma todo o pensamento
Dirige os meus movimentos meu passo é teu
Meu pulso é desse todo poderoso sentimento
Dirige os meus movimentos meu passo é teu
Meu pulso é desse todo poderoso sentimento
A paixão é como deus que quando quer me toma todo o pensamento
A paixão é como deus que quando quer me toma todo o pensamento
Dirige os meus movimentos meu passo é teu
Meu pulso é desse todo poderoso sentimento
Movimentos, meu passo é teu
meu pulso é desse todo poderoso sentimento
A paixão é como deus que quando quer me toma todo o pensamento
A paixão é como deus que quando quer me toma todo o pensamento
Dirige os meus movimentos meu passo é teu
Meu pulso é desse todo poderoso sentimento
Dirige os meus movimentos meu passo é teu
Meu pulso é desse todo poderoso sentimento
A paixão é como deus que quando quer me toma todo o pensamento
A paixão é como deus que quando quer me toma todo o pensamento...

[Maria Rita]

Ps: A Paixão é Como Deus, não é o nome da musica.
ela se encontra alguns segundos depois que termina a musica Conta Outra...
no album "Segundo"...

quarta-feira, outubro 12, 2005

Uma história...real.

Manuela comentando o falecimento do seu tio Manuel:
 
Ele estava a sentir se mal lá em casa, por causa daquele perna que tinha magoado no degrau do autocarro. Liguei para o 112. "Um problema numa perna não é motivo que justifique a deslocação duma ambulância do INEM", alegaram. " Ligue para os bombeiros". Assim fiz. Os bombeiros alegaram não terem viatura disponível. Isto às cinco horas da madrugada. Concluí que quer INEM quer bombeiros, não se deslocam a casa por causa deste tipo de problemas. Deveria ter dito que era mais grave do que aparentava ser.
 
O Manuel faleceu três dias depois. Problemas de coração.

Love is a color only blind can see...

Praga, Grafiti algures na Ilha de Kampa,

Eleições: prémio " Filho da "

Avelino Ferreira Torres


AFT em directo para a TV, comentando os resultados com um jornalista da TVI.

Eleições: prémio "Já estás a andar de mota"

Avelino Ferreira Torres
 
 
Avelino Ferreira Torres comentando os resultados de Amarante, terá feito referência que um dos vencedores da noite terá sido a empresa de construção Mota Engil

Eleições: prémio "Teixeira Duarte e Companhia"

Isaltino Morais

Eleições: prémio "Já só falta uma semana pró gaijo se apresentar como candidato"

Mário Soares

Eleições: prémio "Eu sou suficientemente isento para ser comentador dos resultados das eleições"

Ex-aequo: António Vitorino e Marcelo Rebelo de Sousa, comentadores RTP na noite eleitoral.

Eleições: prémio "Sempre fui um pouco pró daltónica"

Fátima Felgueiras
 
 
Referindo se ao saco "azul", preferiu não referir a cor do mesmo.

Eleições: prémio "Por este caminho, podemos dispensar o taxi...vamos de Smart"

Ribeiro e Castro.

terça-feira, outubro 11, 2005

Eleições: prémio "Eh eh...quando me perguntarem se sou candidato, volto a sorrir e digo que não quero falar sobre isso agora"

Cavaco Silva

Eleições: prémio "Bolas que apanhei um susto"

Isabel Damasceno
 
 
Candidata PSD à reeleição para a CM Leiria, cujas sondagens davam vitória folgada, acabou por vencer em cima da meta.

Eleições: prémio "Eh eh..falta só uma semana para eu anunciar a minha candidatura..."

Cavaco Silva

Eleições: prémio "Francisco, será que não contaram os votos todos?"

João Teixeira Lopes

Eleições: prémio "Ouve lá Francisco...como é que se faz este nó de gravata?"

José Sá Fernandes

Eleições: prémio "Uffa..ficamos à frente deles (BE)"

Ruben de Carvalho

Eleições: prémio "Pai querido, pai..querido"

Mário Soares

Eleições: prémio "Ultimamente só tenho visto este filme..."

João Soares

Eleições: prémio "Pois...eu no fundo sabia que era um candidato de segunda linha"

Francisco Assis

Eleições: prémio "Comparado comigo, o Benny Hill era um amador"

Manuela Moura Guedes
 
 
Piada da jornalista ("choque tecnológico"), referindo se à longa falta de resultados oficiais fruto das anomalias no STAPE.

Eleições: prémio "Estava a ver que isto nunca mais acabava. Tenho os pés uma lástima."

Maria José Nogueira Pinto

Eleições: prémio "Choque tecnológico"

STAPE
 
Organismo responsável pela divulgação dos resultados, que teve no Domingo uma noite para esquecer.

Eleições: prémio "Vá lá, digam me a verdade, eu ganhei mesmo?..."

Carmona Rodrigues.

Eleições : prémio "Fod****, é sempre a mesma coisa..."

Valentim Loureiro
 
Desabafo de Valentim em virtude dos problemas de microfone quando tentava falar à multidão.

Eleições: prémio "Comparado com o Avelino Ferreira Torres, o Avelino é um santo"

Alberto João Jardim

Eleições: prémio "Quando é que alguém resolve fazer alguma coisa em relação a este tipo?"

Alberto João Jardim

Eleições: prémio "Eu cá sou bom, sou muito bom...pena é que ninguém tenha reparado nisso"

Manuel Maria Carilho

Eleições: prémio "afinal isto não é só casas de alterne"

Amarante.

Eleições: prémio "a resposta de todos (exceptuando os membros do PS), à referida pergunta"

"As eleições Autárquicas devem ter uma interpretação local e não nacional. No entanto, é claro que no fundo as pessoas quiseram penalizar o governo..."

Eleições: prémio "a pergunta colocada até não haver paciência"

...pelos jornalistas...

"Acha que estes resultados penalizam a acção governativa de Socrates?"

Eleições: Os prémios

Seguem se os prémios para as "melhores" actuações destas eleições...

Eleições: o grande vencedor

Amarante.

Amarante tem sido notícia pelas piores razões: casas de alterne, candidatos corruptos,... Agora, está na primeira capa, pelas melhores razões. Parabéns.

Segundo

...E eis o recentíssimo e muito aguardado registo da Maria Rita.
Valeu a pena a espera? Vamos ouvir. Chama se " Segundo". Estejam atentos, pois existe uma faixa escondida que é antecedida de um longo silêncio. Boas audições. Espero que gostem.

A vida já vai longa...

Havana, Cuba, Julho 2003

sábado, outubro 08, 2005

O homem de quem se volta a falar...


Tudo por causa deste filme de Martin Scorsese, No Direction Home. Em Portugal, estreia em Novembro.

D´Angolando...

Lisboa, Av Fontes Pereira de Melo, junto ao cinema Mundial

Angola e a fotografia de braço dado...

Dia de lua...

Bretanha, França, Agosto 2005

Parece que temos algo em comum...


"Nas imagens encontro a minha forma de comunicar..." no blogue Problema de Expressão

Espaço Shengen

De acordo com os relatos dos imigrantes, a polícia marroquina levou-os em autocarros e camiões até às imediações de El Aouina-Souatar, a escassos quilómetros da fronteira com a Argélia, abandonando-os depois à sua sorte no deserto, “sem acesso a água ou alimentos”.

sexta-feira, outubro 07, 2005

Sexta feira à noite...

Foto: BB

O filme de que se fala

Foto daqui.


Estreia hoje.

Afinal há coincidências

Margarida Rebelo Pinto sempre se queixou da incompreensão e da indiferença do meio literário. Com alguma razão, reconheça-se. Afinal, é a escritora mais lida em Portugal, vende dezenas, centenas de milhares de livros, e a crítica literária, ocupada no seu próprio tédio, nunca tem tempo para a ler. Ignora-a. Não faz o seu papel, não emite opiniões fundamentadas e especializadas. É inaceitável, por exemplo, que os portugueses, pelo menos aqueles que a lêem, se vejam privados das solenes meditações de um António Guerreiro ou de um Manuel de Freitas, isto para referir apenas dois nomes, dos mais destacados, que representam as últimas gerações da crítica literária jornalística. Ora isto é de uma injustiça feroz. Perante tal situação, perante a crónica incapacidade dos críticos para lidar com obras de inusitado êxito comercial, decidi mergulhar, de cabeça, na obra completa de Margarida Rebelo Pinto, até agora oito livros: cinco romances – Sei Lá (SL), Não Há Coincidências (NHC), Alma de Pássaro (AP), I’m in Love with a Pop Star (LPS), Pessoas Como Nós (PCN) – e três colectâneas de crónicas e minificções publicadas em jornais e revistas – As crónicas da Margarida (CM), Artista de Circo (AC) e Nazarenas & Matrioskas (NM). Todos eles foram lidos, relidos, minuciosamente sublinhados, rabiscados e anotados nas margens, as páginas dobradas, amarrotadas e vincadas. Regressado à superfície, posso afirmar, com propriedade, que Margarida Rebelo Pinto despertou o masoquista que há em mim. Que lê-la, do primeiro ao último livro, foi um tormento digno da Bíblia.
O resultado está em Couves & Alforrecas e é demolidor. Ora vejam este pequeno resumo:
"(...)Um aviso, desde logo: o texto que se segue é embaraço para a escritora e penoso para os leitores em geral. Margarida Rebelo Pinto repete-se imoderadamente, copia frases de uns para outros livros, utiliza por vezes citações de escritores sem lhes atribuir a origem, tem deslizes de ortografia e comete erros gramaticais, as personagens, as situações, os temas e a estrutura narrativa são sempre os mesmos, as vidas que relata são homogéneas e monótonas, há incongruências catastróficas no vocabulário dos narradores, retirando-lhes toda a credibilidade, as representações dos homens e das mulheres são padronizadas, estereotipadas e simplistas, a escrita toca as raias do mau gosto e do anedótico, o estilo é uniforme e preguiçoso. Tudo considerado, livros deploráveis, falhados e vulgares. Não é fácil afirmar estas coisas, no início senti-me inclusivamente desapontado. É que o fenómeno Margarida Rebelo Pinto era-me simpático. Quando a comecei a ler até estava predisposto a gostar dela.(...)"

Campanha Eleições Autárquicas (14)

Foto : Daqui
Estava a tentar comentar este outdoor, mas de facto não consigo... fala mesmo por si.

quinta-feira, outubro 06, 2005

Campolide


Quando chegamos à audição de música de intérpretes portugueses, só poderiamos começar por um nome: Sérgio Godinho. Escolhi um dos seus albuns mais importantes. Boas audições. Espero que gostem.

Tão longe e tão perto.

Aqui fica o nosso pequeno contributo digital para a mudança das mentalidades deste cantinho da península.






Banners da Ex-aequo

Tão perto e tão longe

Tão perto, na distância, e tão longe, na mentalidade.
Foto: Daqui

Campanha Eleições Autárquicas (13)

Fonte: Daqui
Caça ao voto (parte III).
Tipo de camisa branca: "é só mais uma...pró meu filho que não pôde vir..."

Campanha Eleições Autárquicas (12)

Caça ao voto (parte II).

Campanha Eleições Autárquicas (11)


Marques Mendes na faina eleitoral
O líder do PSD, Marques Mendes, acompanhado pelo candidato do seu partido à presidência da Câmara Municipal de Espinho, Luís Montenegro, a bordo de uma traineira de pesca artesanal, durante uma acção de campanha eleitoral para as autárquicas.
Foto: João Abreu Miranda/Lusa Fonte: Público
Caça ao voto (parte I).

Prisões

Fonte: Aqui
Sorriso marcado por duas profundas covas que enfatizam a alegria que não sinto. Olhar marcado por densas sobrancelhas que exaltam a rigidez que também não tenho. Máscara involuntária esta que sempre usei. Contradições. Que sou feita delas em toda a minha essência. Em tudo o que faço ou digo. Coerente e fiel a mim mesma e aos meus sentimentos em cada segundo que vivo - que tudo em mim é vivo! Que [não tudo mas] muito de mim se encontra em constante mutação. Mas não os olhos. Não as mãos. Que esses não mentem. Encontrasse eu quem os soubera ler. Quem os soubera compreender. Quisera eu ser diferente. Quisera eu ser outro alguém. Inconstante: fujo de tudo e todos. De sentimentos. Prisões. De doces e breves ilusões - vejo em tudo jogos de poder. Fujo sem saber para onde. Fujo sem saber por quê. Fujo de mim também. E no entanto a essa não posso eu fugir... [Um dia hei-de encontrar forma de me libertar desse medo de me dar. Tão só medo da dependência de alguém amar.]

quarta-feira, outubro 05, 2005

segunda-feira, outubro 03, 2005

Alguém pode explicar a este gajo que o "Expresso" não é propriamente o jornal do PSD ? Ou será que é?

"Ao contrário do que muitos comentadores afirmam, quanto maior for o número de candidatos à direita maior será a probabilidade de Mário Soares vencer à primeira volta".
José António Saraiva, "Expresso", 1-10-2005

Campanha Eleições Autárquicas (10)

Esta é a letra da canção "cuidado com as imitações" escrita por Sérgio Godinho em 1979.
Vejam lá se em 2005, as diferenças são muitas...
Hoje, como em 79, o moral da hiostória é o mesmo: "cuidado pra não se deixar levar."


"(...)
Lá na aldeia havia um homem que mandava
toda a gente, um por um, por-se na bicha
e votar nele e se votassem lá lhes dava
um bacalhau, um pão-de-ló, uma salsicha

E prometeu que construía um hospital
Uma escola e prédios de habitação
e uma capela maior que uma catedral
pelo menos a julgar pela descrição (...)


Ora o tal tipo que morava lá na aldeia
estava doido, já se vê, com o Casimiro
de cada vez que sorria à plateia
lá se lhe viam os dentes de vampiro

De forma que pra comprar o Casimiro
em vez do insulto, do boicote, da ameaça
disse-lhe: Sabe que no fundo o admiro
Vou erguer-lhe uma estátua aqui na praça

Mas... O Casimiro que era tudo menos burro
tinha um nariz que parecia um elefante
sentiu logo que aquilo cheirava a esturro
ser honesto não é só ser bem falante

A moral deste conto
vou resumi-la e pronto
cada qual faz o que melhor pensar
Não é preciso ser
Casimiro pra ter
sempre cuidado pra não se deixar levar."

Campanha Eleições Autárquicas (9)

Betos de todo o mundo... uni-vos.

Feist


Aqui está o delicioso registo "Let it die" de Feist, já comentado aqui. Boas audições. Espero que gostem.

domingo, outubro 02, 2005