sexta-feira, dezembro 22, 2006

Não há maneira dos betos se entenderem

Nuno Melo diz que não se demite, mas a direcção do CDS-PP insiste que a única solução para a crise interna do partido é a demissão do líder da bancada parlamentar. A polémica estalou depois de Nuno Melo ter pedido o regresso de Paulo Portas.
in tsf.pt

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Isso de facto é complicado

(…)Escrevo muito sobre a paixão.
Digo para mim mesmo “este livro não vai ser sobre paixão”.
Chego a meio do livro e digo “ora merda, lá estou eu a escrever sobre a paixão” (...)

Rosa Lobato Faria em entrevista a Sara Ferreira para a Lxjovem

Assim sendo, quase todas as tuas crónicas são crónicas de merda

Pergunta:
Tens algum mecanismo de auto-avaliação [das crónicas] para dizer "isto não presta"?

Resposta:
Sim sim. Toda a gente tem. Mesmo no seu auge, uma pessoa entrega, no máximo dos máximos, uma crónica boa, sabendo que a seguinte vai ser uma merda, e a seguinte também e a seguinte também.
Ou seja, uma crónica boa em cada quatro.
Estou a falar a sério. já cheguei a pensar que a sequência média era: crónica boa, merda, crónica boa, merda. Mas não é.
E se por acaso fizeres duas crónicas boas, intervaladas com uma de merda, logo a seguir tens merda, merda, merda, merda, merda.

Miguel Esteves Cardos entrevistado in 6ª do DN

terça-feira, dezembro 19, 2006

Chegar ao fundo

Então pela primeira vez nos apercebemos de que a nossa língua carece de palavras para exprimir essa ofensa, a destruição de um Homem.
Num ápice, com uma intuição quase profética, a realidade revelou-se-nos: chegámos ao fundo.
Mais para baixo do que isto não se pode ir:
não há nem se pode imaginar condição humana mais miserável.
.
"Se Isto é um Homem"
pág.25
Primo Levi
Editorial Teorema.Lisboa

O que os grelos têm a ver com o amor à Pátria? Tudo...

Pergunta:
Mesmo quando crucificas Portugal, vê-se que amas profundamente o rectângulo que nos coube em sorte

Resposta:
Como tu amas pá [referindo-se a Portugal]. Como todos os portugueses amam, acho eu.
O que mostra o amor é falar de. Obsessivamente. Alguém diz:
"Não gosto de grelos, não gosto de grelos, não gosto de grelos."
Todo o dia a falar de grelos...Hmmm, há qualquer coisa ali com os grelos.

Miguel Esteves Cardos entrevistado in 6ª do DN

segunda-feira, dezembro 18, 2006

É sempre uma questão de preço..

Ricardo Salgado afirmou em entrevista ao Expresso que "não será fácil uma subida do preço que convença o BES a vender" a sua posição de 8,08% na PT.
O CEO do banco explicou que "a nossa tendência será para nos mantermos ao lado da PT como accionista de longo prazo".
in negocios.pt

O risco dos extremos

Devemos assim partir do princípio que este não é um debate a preto e branco.
Os valores em conflito não são absolutos.
E a pior maneira de ter este debate é leva-lo ao extremo.
Se o fizermos tudo se torna absurdo.

in Arrastão

domingo, dezembro 17, 2006

Passos a mais

É tão frágil a liberdade! É tão rara a independência!
É tão comum os detentores do poder político tentarem marcar limites à liberdade dos outros!
É tão frequente os governantes procurarem fixar as regras para a liberdade de expressão dos cidadãos!
Parece não haver governo, destinado teoricamente a proteger as nossas liberdades, que não pretenda ditar os padrões e as normas que as limitam, mas que o protegem!
De que nos queixamos, afinal, se é assim tão usual?
A resposta é simples: um passo dado no condicionamento da liberdade de expressão é sempre um passo a mais.

Extraído da crónica de António Barreto in publico.pt

sexta-feira, dezembro 15, 2006

O partido deve é sentir falta de sossego

O líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Melo, afirmou ontem à noite que o partido "sente falta" do ex-líder Paulo Portas e garantiu que irá trabalhar para que "brevemente" o CDS possa ser "bem liderado".
in publico.pt

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Uma contrução

Eu não acredito no amor à primeira vista.
Acredito na atracção à primeira vista.
O amor acarreta tempo.
O tempo que é traiçoeiro pois envolve rotina.
A intimidade requer tempo.
O amor constrói-se.
Júlio Machado Vaz em O Amor é

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Um país de apaixonados..

59% das pessoas acreditam no amor à primeira vista.

Júlio Machado Vaz em O Amor é

terça-feira, dezembro 12, 2006

De mãos dadas com a morte, sua amada

Que só a morte o tenha feito ajoelhar em terra, eis o mais insuportável absurdo.
Que ele vá, assim, de mãos dadas com a morte, sua amada, pela vereda sombria onde a justiça não passa, que assim possam escapar-se de mãos dadas, ele e a morte sua amada, rindo-se da memória dos vivos, dos difíceis trabalhos da memória.
Fernando Alves em Sinais in tsf.pt

Brindemos

Vai hoje a enterrar um canalha.
Morreu no dia dos Direitos Humanos. E deixou o nome: de ditador assassino e corrupto.Durante anos viajou, na casa que levei às costas, de país para país, uma garrafa de champanhe. Para abrir no dia em que Pinochet morresse ou fosse preso. Tive de a abrir, na falta de outra, em 1998, estava eu em Nova Iorque ? para celebrar a queda de outro ditador assassino e corrupto: Suharto.Substitui-a no mesmo dia, o patife chileno não perderia pela demora... (...)
Que a mortalha te seja pesada, canalha!

Ana Gomes in Causa Nossa

Analfabetismo

Irão organizou hoje uma conferência que teve como objectivo lançar as bases para um grupo de trabalho que se propõe a negar o genocídio de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

in publico.pt

A Sra Thatcher quer comentar?

Victor Jara: Detido no próprio dia do golpe de Estado, o cantor chileno Victor Jara, o autor do tema "Venceremos", foi morto três dias depois no Estádio Nacional. Brutalmente agredido e torturado, os algozes esmagaram-lhe as mãos à coronhada, aos ditos de "vamos, toca agora". Por fim, mataram-no a tiro. Comandava o campo de concentração um tenente-coronel de nome Juan Carlos Urrutia, recentemente acusado do assassínio e levado aos juízes.
in publico.pt

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Triste é essa atitude

"[Estou] profundamente triste."

Margaret Thatcher
ex primeira-ministra britânica e maior aliada de Pinochet no Reino Unido

Demasiado

"A justiça foi muito generosa com Pinochet."
Viviana Diazfilha de um dissidente chileno desaparecido

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Mais ridículo

O líder parlamentar do PSD avisou que não vai aceitar ingerências por porte do presidente da Assembleia da República em actividades da exclusiva responsabilidade dos grupos parlamentares.
Marques Guedes referia-se à não autorização da abertura de uma sala na Assembleia da República para a reunião da Comissão Temporária do Parlamento Europeu sobre os voos da CIA com os deputados portugueses
in tsf

Ridículo

"O problema foi um erro na retirada de informação e no envio de informação a mais", afirmou a directora do departamento jurídico da PT, Isabel Sequeira, durante uma audição na comissão eventual de inquérito parlamentar sobre o caso do envelope 9
"A PT não tinha consciência de que estava a fornecer informação a mais do que a solicitada", disse, reconhecendo que só em Janeiro deste ano, quando o caso foi divulgado pelo jornal "24horas", é que a empresa "tomou essa consciência".
Ainda o processo do "envelope 9" in publico.pt

Agora, acho que não merece mais comentários... Amanhã logo se vê...

"Agora, diria que sou de centro-esquerda".

Maria Cavaco Silva in Visao

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Em Audição: Eyes Wide Shut (BSO)

1. Musica Ricercata, II [Mesto, Rigido E Cerimoniale] - Dominic Harlan
2. Waltz 2 from Jazz Suite - Royal Concertgebouw Orchestra
3. Baby Did a Bad Bad Thing - Chris Isaak
4. When I Fall in Love - Victor Silvester
5. I Got It Bad (And That Ain't Good) - Oscar Peterson Trio
6. Naval Officer - Jocelyn Pook
7. Dream - Jocelyn Pook
8. Masked Ball - Jocelyn Pook
9. Migrations - Jocelyn Pook Ensemble
10. If I Had You - Roy Gerson
11. Strangers in the Night - Peter Hughes
12. Blame It on My Youth - Brad Mehldau
13. Grey Clouds - Dominic Harlan

Um questão de moderação

O PS tem esta característica: nunca desde 1974 encabeçou nenhuma grande mudança em Portugal. Não fez as nacionalizações, nem as privatizações. Também não as desfez. O que fez foi moderar o que os outros fizeram.
Extraído da crónica de Rui Ramos in público.pt

terça-feira, dezembro 05, 2006

IVG/Aborto: mais respeito mútuo..sim...

Será importante sublinhar novamente -- e novamente -- que as inquietações morais não são exclusivas dos partidários de uma ou outra posição, pelo que essa margem de incerteza não deve ser anulada pela torrente da disputa referendária.
Por uma dúvida razoável, enfim, que garanta menos verbos definitivos e mais respeito mútuo. De parte a parte.

Extraído de Kontratempos

domingo, dezembro 03, 2006

Os sentidos

Que outras coisas lhe dão prazer?

Todas as pessoas da minha vida, os livros, a música, o cinema, a natureza.
Sou muito física, ligada aos cinco sentidos.

Paula Moura Pinheiro in Visão

sábado, dezembro 02, 2006

Muita hiprocrisia

Há muita hipocrisia à volta do caso da deputada Luísa Mesquita, que entrou em conflito com a direcção do PCP por não querer prescindir do seu mandato parlamentar. Desde logo, a deputada conhecia as regras do jogo partidário e a forma como os comunistas exercem o chamado "centralismo democrático". O "democrático" está ali apenas para caucionar o "centralismo" mais implacável, mas Luísa Mesquita só descobriu isso quando foi ela própria atingida pelo princípio da "rotatividade" selectiva da bancada comunista.
Vicente Jorge Silva in dn.pt

São o melhor que tenho e aquilo de que mais me orgulho

Os filhos arrasam as noites, cavam olheiras e pura e simplesmente enterram a vida como nós a conhecíamos. Amamo-los por aquilo que nos dão mas, no escuro da noite, bêbados de sono, odiamo-los por aquilo que nos tiram - viagens que nunca faremos, livros que nunca leremos, filmes que jamais chegaremos a ver.
É por entre essas contradições que fazemos o nosso caminho e aprendemos a ser pais, esperando que a cada momento o amor vá ganhando terreno e as frustrações cicatrizem, até ao dia em que possamos sinceramente dizer: "são o melhor que tenho e aquilo de que mais me orgulho." Mas demora. Mas sofre-se. As pneumonias levam demasiado tempo a curar.
João Miguel Tavares in DN

sexta-feira, dezembro 01, 2006

A paternidade #1

A paternidade é um terreno mitológico, onde impera uma certa ditadura amorosa.
É suposto que os nossos filhos sejam a melhor coisa deste mundo, e por isso o mundo impõe-nos a seu respeito uma exclusividade de sentimentos cor-de-rosa.
Eles têm de ser tudo para nós e nós temos de dar tudo por eles. Quando, a meio de uma conversa, eu digo que a paternidade está um bocado sobrevalorizada, as pessoas descartam-me com um abano de cabeça e toques no braço: "você é um brincalhão." Mas eu não estou a brincar.
João Miguel Tavares in DN

quinta-feira, novembro 30, 2006

Alegria

Qual é a palavra que mais gosta?

Penso que a palavra alegria, em português ou qualquer outra língua.

A escritora luso-argentina Cristina Norton, convidada de Carlos Vaz Marques em Pessoal... e Transmissível.

quarta-feira, novembro 29, 2006

Peca por excesso de provas

O antigo segurança José Esteves confessou, em declarações à revista Focus, ter preparado um engenho que terá feito explodir o avião que matou Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa no dia 4 de Dezembro de 1980.
Em termos judiciais, o caso prescreveu em Setembro deste ano e, apesar da confissão, o antigo segurança nunca poderá ser julgado.
"Como alguém conhecido uma vez me disse, não tem solução: Peca por excesso de provas", concluiu José Esteves.
in publico.pt

terça-feira, novembro 28, 2006

Consciência de cera

É uma consciência de cera, a nossa, que tem servido precisamente para acender velas e pouco mais.

in kontratempos

segunda-feira, novembro 27, 2006

Ignorar

O capitalismo já não explora os pobres.
Ignora-os.
 
 
Fernando Alves

Bla Bla Bla

Ajo no quadro dos princípios que são os meus - acredito, por exemplo, que o grande capital desta cidade são as pessoas, não são os edifícios.
Extraído da entrevista de Maria José Nogueira Pinto in publico.pt

sábado, novembro 25, 2006

Com amigos destes...

Nunca tinha percebido, mas percebi ao ver a sua entrevista no Jornal da Noite da SIC, onde ele explicou, sério e muito penteado, que no negócio da transferência de João Pinto para o Sporting no ano de 2000 actuou apenas como amigo do jogador e não como seu empresário.
E, como não era empresário, não cobrou um tostão pelos serviços de aconselhamento. Alguém duvida? Eu não me atrevo.
o José Veiga-amigo foi tão eficiente quanto o José Veiga-empresário: conseguiu um contrato milionário para João Pinto. Evidentemente, isso foi o princípio do fim. Porque, diante de tanta filantropia, o Figo e o Zidane devem ter imediatamente telefonado a José Veiga. Imagino a conversa: "Ó José, nós também gostamos muito de ti. A partir de agora, queremos o mesmo tratamento do João Pinto: passas a ser só nosso amigo e deixas de ser nosso empresário. É que o serviço é o mesmo e sai-nos muito mais barato."
João Miguel Tavares in dn.pt

sexta-feira, novembro 24, 2006

Pelo menos.. pouco

Sr. Fernando Torres, membro da comissão que inventou o "passeio" no Rossio, disse à televisão: "Não foi para isto que os militares fizeram o 25 de Abril." (...).
Primeiro ponto: convém lembrar ao sr. Torres que, se os militares "fizeram" o 25 de Abril, também "fizeram" o 28 de Maio e a ditadura e, durante a I República, dezenas de golpes de uma radical irresponsabilidade. O país não lhes deve nada.
Extraído da crónica de Vasco Pulido Valente in publico.pt

Uma questão de nível

Depois da conferência de imprensa [de anúncio da Festa da Música de 2007] reservei todos os artistas, cerca de 400, orquestras, coros... Hoje sou obrigado a anular tudo.
Há compromissos financeiros com esses artistas? O CCB terá de pagar-lhes?
Está tudo nas mãos dos advogados.
São métodos inaceitáveis.
Se me tivessem pedido para trabalhar gratuitamente para salvar a Festa da Música, tê-lo-ia feito. Fiz isso na primeira.
Por isso que estou extremamente magoado.
René Martin, autor do conceito Folle Journée in publico.pt

Pois...

A mim não me querem ver, anulam a Festa da Música e escrevem aos agentes a dizer que têm um novo projecto, com 50 concertos, por acaso de 45 minutos, em cinco salas diferentes, com preços muito atractivos...
Roubaram-me completamente a ideia.
É um roubo da propriedade intelectual.


René Martin, autor do conceito Folle Journée in publico.pt

Baixo nível

Também me chocou a carta que Miguel Coelho [director do Centro de Espectáculos] enviou aos agentes artísticos a 13 de Novembro.
Que carta é essa?
Uma carta em que se apresenta a nova proposta [Dias da Música]: 50 espectáculos, em cinco halls diferentes, com uma duração média de 45 minutos. Os preços ficarão entre os seis e dez euros para atrair o público. Vê? É exactamente o conceito da Folle Journée. Fiquei escandalizado.
René Martin, autor do conceito Folle Journée in publico.pt

A frontalidade é uma coisa bonita que não está ao alcance de todos

O que mais o marcou em todo o processo?

Que Mega Ferreira recusasse falar comigo em pessoa.

René Martin, autor do conceito Folle Journée in publico.pt

Corporativismo

... os militares que desafiaram a autoridade do Estado em nome, disseram, daquilo que os levou a fazer o 25 de Abril.
O que é verdade: o movimento dos capitães nasceu como movimento corporativo, como corporativa foi a arruada de ontem.
Mas é mentira se pensarmos que o 25 de Abril se fez contra os privilégios de casta e aquilo por que se manifestavam eram, no essencial, direitos de casta, como terem um melhor sistema de saúde e um melhor sistema de segurança social do que os restantes cidadãos.
Ou seja, o oposto do que disseram desejar no "igualitário" 25 de Abril.

Extraído da crónica de José Manuel Fernandes

quinta-feira, novembro 23, 2006

E fez a Suécia, um dos melhores países do mundo

Passadas duas décadas sobre a morte de Palme, o mistério do seu assassinato permanece imerso em teorias conspirativas. O dedo da culpa já foi apontado à CIA, a esquadrões da morte sul-africanos, ao Partido Trabalhista do Curdistão, a neonazis suecos e até à própria polícia do país.
O líder social-democrata era amado e odiado no mundo inteiro: opunha-se ferozmente ao apartheid, à espionagem norte-americana e às ditaduras de direita e, com a guerra fria ainda no auge, mostrava-se favorável à então União Soviética, ao socialista ANC sul-africano e a Fidel Castro, ganhando inimizades tanto no estrangeiro como em casa, onde era acusado de ser comunista.
in publico.pt

Nunca mais

Qual o refrão de todos os que canta, Carlos de Carmo, que melhor fala de si?

 

Se algum barco te abalroa, nunca mais voltas ao cais

Nunca nunca nunca mais
 
Extraído da entrevista de Carlos Vaz Marques a Carlos do Carmo em Pessoal e Transmissível.

 

quarta-feira, novembro 22, 2006

Posta as coisas dessa forma...

Enquanto os chimpanzés têm um sistema de acasalamento promíscuo, os humanos formam relações de acasalamento invulgarmente longas, o que torna as fêmeas jovens, com maior potencial reprodutivo, mais atraentes. Estudos multiculturais indicam que a atractividade feminina humana tem, em geral, um pico antes da maternidade e decai com o envelhecimento. Pensa-se que a menopausa, que limita a fertilidade futura, acentua a preferência por mulheres jovens.
in publico.pt

5 000 000 000 000 €

Volume financeiro da Zona Franca da Madeira.

segunda-feira, novembro 20, 2006

É o mínimo.

Não sendo a solução do problema da pobreza ou o golpe fatal nas empresas menos competitivas, o aumento do salário mínimo é, pelo menos, uma medida política que tenta evitar que o país socialmente mais injusto da Europa continue a caminhar para os padrões africanos. O que é muito.
Editorial de Manuel Carvalho in publico.pt

sexta-feira, novembro 17, 2006

Poesia de pacote

Na intimidade de um balneário, escondem-se medos, esperanças, conflitos e motivações com códigos de comportamento e comunicação muito particulares. Neste universo, o treinador, mais do que um estratego táctico, é um gestor de emoções.
(...) O técnico deve ser, assim, acima de tudo, um sedutor. Há, porém, várias formas de seduzir. Depende da personalidade de cada um.
Luís freitas lobo in publico.pt

quinta-feira, novembro 16, 2006

Filho da putice

Quando leio um livro bom,
Claro que sinto inveja
E fico contente...
Mas claro que tenho vontade de lhe chamar
Filho da puta..

Lobo Antunes em Pessoal e Transmissível

É a cultura, estúpido!

A cultura, ou a sua indústria cultural, é uma variável de desenvolvimento económico.
O investimento na cultura, em países como Portugal, onde é fortemente dependente do Estado e dos municípios, não pode ser aplicado de forma cega e deve ter em conta um retorno. Mas também não pode desaparecer por qualquer capricho.
O seu impacte, quer seja na dinâmica de criação de públicos, quer seja na criação de empregos, é sempre considerável a nível local e regional, como acontece em várias cidades médias portuguesas.
Encará-la sistematicamente como um gasto, um subsídio a fundo perdido, e não como um investimento que gera retorno, é uma perspectiva grosseira e ignorante.
 
Editorial publico.pt
Titulo: Publico.pt

O silêncio e a intimidade

O silêncio é maior prova de intimidade.
 
Eduardo Sá em Dias do Avesso

quarta-feira, novembro 15, 2006

Os homens são como o rímel.

Os homens são como o rímel.
Normalmente vão embora no primeiro sinal de emoção.
Existem alguns que são à prova de água, mas no final são sempre mais caros.

Em O Amor é com Júlio Machado Vaz

terça-feira, novembro 14, 2006

O meu fado

Qual o seu fado, Pedro Moutinho?

O meu fado é a minha vida. É o meu modo.

Pedro Moutinho em Pessoal e Transmissível

Uau..que giro!

O Presidente da República, Cavaco Silva, assiste hoje em S. Jacinto, Ovar, ao desenrolar do exercício Lusíada 06, em que participam cerca de 1260 militares dos três ramos das Forças Armadas.
O exercício, que decorre desde o dia 6 e termina quarta-feira, visa testar a resposta da Força de Reacção Imediata (FRI) numa operação de recolha de cidadãos em cenário de instabilidade, sob o comando operacional do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, almirante Mendes Cabeçadas.
O cenário é um conflito interno num país fictício denominado "Zululand" .
in publico.pt

A mentira

O que querem, pois, os resistentes comunistas da cimeira de Lisboa, mesmo os mais devotos ou honestos? Sobreviver, apenas isso.
Manter galvanizadas as suas bases de apoio, nem que para isso tenham de mentir, como aliás sempre fizeram: o comunismo, enquanto sistema, deve deter um dos maiores índices de mentiras de toda a história universal.

Editorial de Nuno Pacheco in publico.pt

De raiva? Ou de vergonha?

No encontro internacional de comunistas em Lisboa, Ziugannov disse que o planeta "está a ficar mais vermelho".
De raiva? Ou de vergonha?

Editorial de Nuno Pacheco in publico.pt

segunda-feira, novembro 13, 2006

Que valores para este tempo? #6

Democracia: valor universal.

Extraído de «Que valores para este tempo?» - Conferência Gulbenkian

Que valores para este tempo? #5

A liberdade.

Extraído de «Que valores para este tempo?» - Conferência Gulbenkian

Que valores para este tempo? #4

O pior da crise de valores, é não vê-la.

Extraído de «Que valores para este tempo?» - Conferência Gulbenkian

Que valores para este tempo? #3

A democracia e a liberdade.

Extraído de «Que valores para este tempo?» - Conferência Gulbenkian

Que valores para este tempo? #2

Solidariedade.

Extraído de «Que valores para este tempo?» - Conferência Gulbenkian

Que valores para este tempo? #1

Os valores do coração.


Extraído de «Que valores para este tempo?» - Conferência Gulbenkian

Já só falta mesmo isso

«É teoricamente aceitável que as empresas não paguem impostos.
Que paguem apenas as pessoas».

Lobo Xavier

in blogue Arrastão

sexta-feira, novembro 10, 2006

A mafia

O presidente da Associação Portuguesa de Bancos, João Salgueiro, retomou hoje as críticas às medidas anunciadas ontem pelo Governo e ameaçou que o sector poderá agravar o preço do dinheiro.
 

Ordinário e rasteiro

A entrevista de Alberto João Jardim na RTP.
Patético.
No limite do ridículo.
Um homem que está convencido que o tomam a sério, porque é capaz de dizer que não. Apresentou números e mais números, a propósito e a despropósito, que não convenciam desta verdade elementar: o Continente tem dado à Madeira dinheiro em excesso, e tem perdoado a dívida absurda.
Sócrates disse: "basta".
O nosso homem perdeu a cabeça e diz que se fosse no fim da conjuntura se poderia "desenrascar". Todo o vocabulário é este: ordinário e rasteiro. E usando as mais extraordinárias expressões que revelam a sua concepção de democracia: "o Governo do Senhor secretário-geral do PS" ou "os regimes cleptocratas africanos".
 
Extraído da crónica de Eduardo Prado Coelho in publico.pt
 

Ordinário e rasteiro

A entrevista de Alberto João Jardim na RTP.
Patético.
No limite do ridículo.
Um homem que está convencido que o tomam a sério, porque é capaz de dizer que não. Apresentou números e mais números, a propósito e a despropósito, que não convenciam desta verdade elementar: o Continente tem dado à Madeira dinheiro em excesso, e tem perdoado a dívida absurda.
Sócrates disse: "basta".
O nosso homem perdeu a cabeça e diz que se fosse no fim da conjuntura se poderia "desenrascar". Todo o vocabulário é este: ordinário e rasteiro. E usando as mais extraordinárias expressões que revelam a sua concepção de democracia: "o Governo do Senhor secretário-geral do PS" ou "os regimes cleptocratas africanos".
 
Extraído da crónica de Eduardo Prado Coelho in publico.pt
 

quinta-feira, novembro 09, 2006

Pequenas grandes ambições

Tenho a ambição de ser feliz. Apenas isso.

Marisa Monte em Pessoal e Transmissível

Barulhinho bom

Eu acho a música uma Deusa maravilhosa


Marisa Monte em Pessoal e Transmissível

A resposta da mafia

O presidente da Associação Portuguesa de Bancos, João Salgueiro, retomou hoje as críticas às medidas anunciadas ontem pelo Governo e ameaçou que o sector poderá agravar o preço do dinheiro.
 

Encantos frutos de erros

Desabafo dum filho para o pai:
Caramba, por que não percebemos que nascemos para amigos e não para marido e mulher?
 
Resposta do pai:
Já imaginaste a tua vida sem os seus filhos que tiveste desse relacionamento?
 
 
Extraído da crónica de Machado Vaz em O Amor é.

quarta-feira, novembro 08, 2006

Finalmente!

O primeiro-ministro, José Sócrates, prometeu hoje que o Governo vai reforçar a fiscalização da tributação da banca, designadamente a obrigação de informar sobre o planeamento fiscal e sobre as operações de transmissão de prejuízos superiores a um milhão de euros, relativos a operações de reestruturação de sociedades.

O primeiro-ministro justificou estas duas medidas, incluídas na proposta do Orçamento do Estado para o próximo ano, com "a tão reduzida taxa de tributação efectiva" paga pelo sector financeiro.

in publico.pt

terça-feira, novembro 07, 2006

E que tal investigar as contas bancárias do presidente na Suiça?

Subordinada ao tema Segurança e Desenvolvimento, a mesa-redonda constitui uma esperança para que o Governo de Bissau possa obter uma bolsa de oxigénio para dar liquidez ao Tesouro, que, tal como afirmou o ministro das Finanças guineense, "está falido".
in publico.pt

Ordinário e rasteiro

A entrevista de Alberto João Jardim na RTP.
Patético.
No limite do ridículo.
Um homem que está convencido que o tomam a sério, porque é capaz de dizer que não. Apresentou números e mais números, a propósito e a despropósito, que não convenciam desta verdade elementar: o Continente tem dado à Madeira dinheiro em excesso, e tem perdoado a dívida absurda.
Sócrates disse: "basta".
O nosso homem perdeu a cabeça e diz que se fosse no fim da conjuntura se poderia "desenrascar". Todo o vocabulário é este: ordinário e rasteiro. E usando as mais extraordinárias expressões que revelam a sua concepção de democracia: "o Governo do Senhor secretário-geral do PS" ou "os regimes cleptocratas africanos".

Extraído da crónica de Eduardo Prado Coelho in publico.pt

Quando se tem uma bola oca na cabeça...

Uma bola utilizada na final do Mundial-2006, assinada por todos os jogadores da selecção italiana, vitoriosa perante a França, foi comprada por 2,4 milhões de dólares (cerca de 1,8 milhões) de euros por um sheikh do Qatar.
«Estive na final na final e esta bola tem grande valor sentimental para mim», referiu Mohamed bin Hamad al-Thani, o sheikh que pagou a referida quantia, num leilão de beneficência.
 

15 milhões de euros ?!?!?

A Caixa Geral de Depósitos não confirma a verba paga a Scolari: falou-se em 15 milhões de euros.
A Caixa recusa-se a dizer qual é a verdadeira quantia. Porquê?
 
Extraído da crónica de Eduardo Prado Coelho in publico.pt
 

Lamentável.

Por outro lado, os sindicatos têm uma posição de guerrilha que lhes não permite uma análise séria e isenta dos problemas. Lamentável.
 
Extraído da crónica de Eduardo Prado Coelho in publico.pt

Mais tempo nas escolas prejudica a qualidade de ensino? Não percebo essa correlação...

O Ministério insiste na presença permanente dos professores nas escolas, o que só pode prejudicar a qualidade do ensino.
 
Extraído da crónica de Eduardo Prado Coelho in publico.pt

Falta de vergonha

Marques Mendes alia-se a Jardim no voto sobre a lei das finanças regionais.
Em política, parece não haver nem princípios, nem vergonha.
Como é que Marques Mendes o pode fazer depois de ter sido tratado do modo como Jardim o tratou?
 
Extraído da crónica de Eduardo Prado Coelho in publico.pt
 

sexta-feira, novembro 03, 2006

A fraternidade certamente

A sra. Thatcher, que não divagava, recusou o convite para assistir ao II centenário da Revolução Francesa. Sabia perfeitamente o que não queria.
Aqueles "valores" não queria.

Extraído da crónica de Vasco Pulido Valente in publico.pt

O que temos tido não será um pouco de "liberalismo"?

Arevista The Economist da semana passada proclamava com estrondo que a França precisa de uma Mrs. Thatcher: uma tese já aqui discutida por José Manuel Fernandes.
Mas provavelmente uma tese errada. Talvez não se trate de saber se a França precisa de uma Mrs. Thatcher, mas se a França pode ter uma Mrs. Thatcher.
A diferença é importante, porque Portugal também precisa de uma sra. Thatcher ou de uma senhora ou de um senhor parecido, mas, como a França, será que a pode ter?
Ou, por outras palavras, será que Portugal e a França suportam um pouco de "liberalismo"?
A minha resposta é não.
Extraído da crónica de Vasco Pulido Valente in publico.pt

quinta-feira, novembro 02, 2006

Palavras de um dia

Para quem acredita nisso.

Muda-se o tempo...

As pessoas têm os estados de alma associados ao tempo. Começa a entrar-se no Inverno, nem sentem o Outono. Vem as brumas e as chuvas e entra-lhes a morrinha da nossa Rosalia pela pele dentro. Começa a chover-lhes na alma e a ficarem tristes e deprimidas.
Os psiquiatras recebem novos clientes. Os divórcios começam a gerar-se nas zangas contínuas. A casa conjugal parece um fardo infinito, com cada parede a exclamar: "Esta não é a vida que sonhavas."
Namoros acabam lavados em lágrimas e recriminações. Nos quartos minúsculos dos subúrbios muitos adolescentes escrevem diários e poemas e abrem blogues. O telemóvel sobrecarrega-se de chamadas só para falar, por falar. Tudo parece mais penoso, tudo parece mais pesado, a existência um fardo.
Extraído da crónica de Pacheco Pereira

quarta-feira, novembro 01, 2006

People have the power?

"As últimas tendências são verdadeiramente preocupantes", refere ainda o documento, salientando que, de 1995 a 1997 e de 2001 a 2003, o número de subalimentados aumentou em 26 milhões, contrariando assim a melhoria registada na década de 80, quando se verificou um decréscimo de 100 milhões de pessoas.
"Hoje o mundo é muito mais rico do que há dez anos, mas não existe vontade política para ajudar os menos afortunados", conclui Jacques Diouf.
in publico.pt

People have the power

"Como lutar contra o sistema neoliberal que nos domina e que a prazo destruirá as nossas democracias?"

Pode surgir um grande líder. Aconteceu, na História, com frequência - Nelson Mandela, Gorbatchov.
Pode acontecer que um grupo de pessoas ou um partido concluam que a situação que o neoliberalismo está a criar é tão má que há interesse político em mudar as coisas, até para efeitos eleitorais.
E há a mais provável: a acção popular.
Tenho a impressão de que este século vai ser, finalmente, o século das pessoas, o século dos povos.
As pessoas já não vão resignar-se a ficar como espectadores passivos.

Entrevista a Mário Soares e Frederico Mayor Zaragoza in publico.pt
Título: Nome da canção de patti smith

Tudo quase na mesma #2

Na prática, o número de famintos manteve-se estável desde 1991/92 até 2001/2003, apesar do forte surto de crescimento mundial, apesar do esforço de centenas de organizações de solidariedade, apesar dos compromissos políticos e dos fundos milionários que todos os anos são transferidos dos orçamentos dos países industrializados.
Editorial de Manuel de Carvalho in publico.pt

Tudo quase na mesma #2

Na prática, o número de famintos manteve-se estável desde 1991/92 até 2001/2003, apesar do forte surto de crescimento mundial, apesar do esforço de centenas de organizações de solidariedade, apesar dos compromissos políticos e dos fundos milionários que todos os anos são transferidos dos orçamentos dos países industrializados.
Editorial de Manuel de Carvalho in publico.pt

Tudo quase na mesma #1

O último balanço dos objectivos da iniciativa Millennium, que entre outras apostas previa a redução da incidência da fome no planeta para metade até 2015, mostra que o mundo continua a conviver em paz com a tragédia quotidiana de centenas de milhões de pessoas.
Editorial de Manuel de Carvalho in publico.pt

Palavras

As palavras dos líderes mundiais dedicadas ao combate à pobreza ou à erradicação da fome são, por regra, belas e generosas, mas, na maior parte das vezes, não passam disso mesmo, de palavras.
Editorial de Manuel de Carvalho in publico.pt

terça-feira, outubro 31, 2006

Reflicta-se

Registe-se e reflicta-se:
há hoje no mundo 854 milhões de seres humanos que confrontam todos os dias a sua sobrevivência com a ameaça da fome.

Editorial de Manuel de Carvalho in publico.pt

sábado, outubro 28, 2006

Salazar femeeiro

Temos, pois, de concluir que, apesar de todas as aparências, Salazar foi toda a sua vida um homem com forte tendência libidinosa - o que na linguagem vernácula do Povo, tem vários nomes:
"pinga amor", "femeeiro", "mulherengo", etc...

Freitas do Amaral no prefácio do livro de Felícia Cabrita "Os amores de Salazar"

Salazar pinga-amor

A mulher instalara-se em Madrid, na companhia do segundo marido, muito mais velho que ela, mas, volta e meia, vem a Lisboa e, em pleno Chiado, aluga quarto no hotel Borges.
Não foi hospedaria exclusiva desa mulher, o homem de Santa Camba ganhou neste recanto cumplicidades e autonomia.
Mais tarde havia de se encontrar com outras senhoras.

Felícia Cabrita a propósito do seu livro "Os amores de Salazar"

Salazar mulherengo

O ministro das Finanças [Salazar] revelava-se ligeiro com as mulheres e fazia a sua vida parecer cinzenta, mas não era.
Atrevera-se a passar por cima das proibições e vivia amores pecaminosos.

Felícia Cabrita a propósito do seu livro "Os amores de Salazar"

sexta-feira, outubro 27, 2006

960.000 euros = 192.462.720 escudos

O BE propõe que a taxação das empresas incida sobre a riqueza por elas produzida e que seja criada uma Contribuição de Solidariedade, a incidir sobre as grandes fortunas (que o BE estipula em 2500 salários mínimos, o equivalente a cerca de 960.000 euros) e os capitais transaccionados na bolsa

in publico.pt

quarta-feira, outubro 25, 2006

Acho que foi isto que aconteceu

É positivo que na Segurança Social não tenha havido cedência à tentativa de impor um sistema misto, embora a proposta seja trabalhar mais, pagar mais e receber menos.
Ou seja : não houve uma distribuição dos sacrifícios.

Manuel Alegre in publico.pt

terça-feira, outubro 24, 2006

segunda-feira, outubro 23, 2006

Revolução Hungara 1956: uma revolução antes do tempo #4

A 19 de Agosto de 1989, a Hungria teria a sua saborosa vingança. Perto da cidade de Sopron, num dos locais de fronteira por onde tinham fugido tantos refugiados, o herdeiro da coroa austro-húngara organizou um inocente "piquenique pan-europeu". Meses antes, as autoridades tinham retirado o arame farpado da fronteira e a iniciativa destinava-se aos habitantes austríacos e húngaros das aldeias da zona. Só que apareceram centenas de alemães de leste e o caso transformou-se numa fuga colectiva, com os guardas a verem a onda passar. A notícia espalhou-se e, nos dias seguintes, milhares de alemães fugiam por toda a fronteira.
Foi com este pequeno golpe de vento que começou a ruir o Muro de Berlim.
in DN.

Revolução Hungara 1956: uma revolução antes do tempo #3


Os sangrentos dias de reposição da ordem totalitária fizeram pelo menos 15.000 feridos e 3.000 mortos, dois terços dos quais em Budapeste.

E só grosseiramente conseguimos projectar a verdadeira dimensão da repressão que se seguiu no isolamento da Cortina de Ferro, com muitos outros milhares de húngaros assassinados, perseguidos e exilados.

in Kontratempos

Socialismo bem real

Na segunda-feira, o Comité Central exprimiu "solidariedade" ao líder comunista Kim Jong-il, "perante a escalada imperialista na Península da Coreia".
Dois dias depois, a bancada parlamentar comunista foi a única a alinhar com Pyongyang, recusando apoiar um voto de protesto contra o teste nuclear efectuado na Coreia do Norte. E a edição desta semana do Avante! dedica uma página às teses oficiais daquele país, sob o título "Pyongyang quer a paz mas não teme a guerra.
 
in DN

Revolução Hungara 1956: uma revolução antes do tempo #2

Os húngaros esperavam vencer: "É o lado sobrenatural da revolução".
Contavam com outra reacção dos ocidentais.
Mas triunfaram numa perspectiva histórica.
"A revolução de 1956 pode ser considerada como a antecipação de uma situação que acabou por ser a de toda a Europa Central.
 Anunciou o desabamento do comunismo nestes países, e mesmo na URSS", conclui.
 

Revolução Hungara 1956: uma revolução antes do tempo

Foi a "primeira revolução antitotalitária", percursora da Primavera de Praga, do Solidariedade polaco e do desmoronamento do bloco soviético em 1989.
 

Revolução Hungara 1956: uma derrota vitoriosa

foto: publico

domingo, outubro 22, 2006

"Cromo" é crime

Se chamar "cromo" a outra pessoa, será que a está a ofender para efeitos criminais?
O Tribunal da Comarca de Ourém e a Relação de Coimbra foram chamados a dar resposta à questão.
E concluíram que classificar alguém com a palavra "cromo" constitui uma ofensa à consideração, à reputação e à auto-estima da pessoa e que, por isso, se está a cometer o crime de injúria, previsto no artigo 181.º do Código Penal.
 
in DN
 

Auto estima nacional

Lamentamos-nos muito?

Eu também. É preciso tornarmo-nos mais positivos. Há muita coisa boa que acontece e imensa gente de valor.
 
José António Tenente In revista Pública

sábado, outubro 21, 2006

Desculpe? Pode repetir por favor?

Alegre diz que votará a favor do Orçamento de Estado "se estiver na Assembleia"
 

sexta-feira, outubro 20, 2006

Inacção

Temos uma incrível tendência para sermos cíclicos.
Ou entramos em euforia por causa de uma coisa ou em pressão por causa de outra.
E estas queixas nunca se transformam em acção.
 
Extracto da entrevista de Sérgio Godinho in DN

Roda dos milhões

Com 100 milhões de dólares bloqueados, o Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, é um dos governantes (actuais e antigos) a quem as autoridades suíças congelaram contas bancárias num processo já designado "operação de limpeza" no país mais neutral do mundo.
 
A ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto também viu as suas contas congeladas (entre 50 milhões e 80 milhões de dólares), tal como Mobutu Sese Seko (7,7 milhões), o antigo líder do Haiti Jean-Claude Duvalier (5,7 milhões) e alguns chefes de Estado ainda em exercício: Nursultan Nazarbaiev (200 milhões de dólares), do Cazaquistão, e José Eduardo dos Santos (100 milhões), de Angola.
O já falecido Ferdinand Marcos, que foi Chefe de Estado das Filipinas, tinha depósitos em Zurique, Genebra e Friburgo no valor de 683 milhões de dólares. O dinheiro já foi restituído ao seu país.
 

quinta-feira, outubro 19, 2006

Let's work, be proud #3

P. Mas esse "estereótipo" de que os jovens são mais válidos como força de trabalho também existe na área dos serviços...

R. Cientificamente combato esse estereótipo. As pessoas quando envelhecem vão perdendo capacidades, mas também ganham outras. O envelhecimento não é uma desgraça, precisa-se de óculos para ver, ficamos duros de orelha, há redução da força com a idade. Mas o candidato a Presidente da República não pode ter 18 anos, há uma idade mínima [35 anos]. É assumido socialmente que exige alguma maturidade. É conhecido que as pessoas com mais idade têm menos acidentes de trabalho do que as pessoas mais novas.

in revista Publica
Título extraído da música de Mick Jager "let´s work

Let's work, be proud #2

P. A flexibilização do horário de trabalho é ainda mal vista em Portugal?

R. Os suecos fizeram isso há 30 anos para estimular a natalidade. Por exemplo, a pessoa opta por, num determinado intervalo de tempo, trabalhar em horário parcial para fazer um maior acompanhamento dos filhos. Imaginar que isto é laxismo é uma tolice.

in revista Publica
Título extraído da música de Mick Jager "let´s work"

Let's work, be proud

O trabalho tem coisas desagradáveis, eles pagam-nos aquilo que querem, onde querem e em horário pré-definido.
Mas o trabalho pode dar saúde. O que defendo é que se invista em locais de trabalhos saudáveis, onde as pessoas se sintam bem e deixem de dizer: "Epá hoje tenho que ir trabalhar".

in revista Publica
Título extraído da música de Mick Jager "let´s work"

Palavras de um dia

Enquanto há força
No braço que vinga
Que venham ventos
Virar-nos as quilhas
 
Extraído de "Enquanto há força" de José Afonso

 

quarta-feira, outubro 18, 2006

E Elvas ali tão perto...

Quase metade dos espanhóis é favorável a uma união entre Portugal e Espanha   

São mais os espanhóis do que os portugueses que veriam com bons olhos uma eventual união entre os dois países vizinhos. Quase metade dos espanhóis contra pouco mais de um quarto dos portugueses.

in publico.pt

Palavras de um dia

Cá dentro inquietação, inquietação...é só inquietação, inquietação...porquê, não sei.
 
 
Extraído da canção Inquietação de José Mário Branco

terça-feira, outubro 17, 2006

Choque eléctrico

Factura da electricidade das famílias sobe 15,7 por cento

ERSE diz que subsidiação de tarifas dos domésticos
à indústria "não é aceitável" e que os consumidores pagam cada vez mais
custos indirectos

in publico.pt

A liberdade não está a passar por aqui #2

Acto de bravata lamentável de um país [França]que continua a pensar que é o centro do universo e que, ao fazê-lo, se arrisca a matar aquilo que verdadeiramente foi, um dos centros de irradiação dos direitos e liberdades fundamentais e universais.

Extraído da crónica de Teresa de Sousa in publico.pt

A liberdade não está a passar por aqui #1

O que a Europa deve exigir à Turquia não é que reconheça oficialmente o genocídio, é que reconheça o direito ilimitado a discuti-lo, com a mesma liberdade para os que o aceitam e os que o recusam.
O que a França fez foi o contrário: tal como na Turquia, a questão não pode ser discutida em França.
 
 
Extraído da crónica de Teresa de Sousa in publico.pt
 

domingo, outubro 15, 2006

Não é compreensível que as crianças, justamente o grupo mais frágil, sejam o único grupo em que é tolerável bater de leve.

"Não é possível acreditar que bater educa"
 
O castigo corporal tem de acabar.
Não é possível que, em pleno novo milénio, continuemos a acreditar que bater educa. Já existe um conhecimento suficiente para educar de maneiras não violentas. É lógico que a vida não muda de um dia para o outro. Mas chegou a hora de encararmos as crianças a sério e pararmos de reproduzir comportamentos inadequados. Não é compreensível que as crianças, justamente o grupo mais frágil, sejam o único grupo em que é tolerável bater de leve.
 
A Europa tem feito importantes avanços para se tornar uma ""zona livre" de castigos corporais".
Os países escandinavos aboliram este castigo há mais de duas décadas, com grande sucesso na redução da violência.
 
Paulo Sérgio Pinheiro in publico.pt

sábado, outubro 14, 2006

Só garganta

Luiz Felipe Scolari é bem melhor na comunicação do que no banco, confrontado com jogos em andamento.
 

sexta-feira, outubro 13, 2006

Um outro mundo é possível

" Le monde occidental a une définition très étroite du capitalisme, explique-t-il.
Dans le système actuel, il faut être très avide pour être bien positionné. " Pour autant, cet économiste croit au système actuel et reste prudent face au mouvement altermondialiste. " Il ne s'agit pas d'être contre, mais de proposer des solutions.
Je ne suis pas contre la mondialisation.
Je crois en la liberté de marché. Celui-ci n'est pas sale. Je suis persuadé qu'il peut favoriser l'émergence d'une génération d'entrepreneurs sociaux, plus intéressés par le bien-être collectif que par un jeu très personnel."
 
Mohammed Yunus in lemonde.fr

E porque não da economia?

O Prémio Nobel da Paz foi atribuído ao economista Muhammad Yunus, do Bangladesh, e ao seu banco Grameen, pelo esforços na criação de desenvolvimento económico e social através de projectos de microcrédito.
Os projectos de microcrédito iniciados por Yunus servem para ajudar as pessoas mais carenciadas a obter financiamento para os seus negócios.

"Todas as pessoas na Terra têm potencial e têm também o direito de viver com um mínimo de qualidade de vida. Em todas as culturas e civilizações, Yunus e o banco Grameen mostraram que até os mais pobres entre os mais pobres podem trabalhar para o seu desenvolvimento", sublinha o comunicado da Academia Sueca.
 

Salazar...#4

No site da televisão pública, a pedido de velhas famílias, já lá está o seu bonequinho, para se candidatar ao lugar de grande português. Parece que os alguns fãs, que nunca sentiram grande falta do voto, fazem agora questão de o eleger.
 
no blogue arrastão.

Liberdade de expressão?

"Como justificar uma lei que limita a liberdade de expressão numa altura em que a UE exige expressamente à Turquia que modifique o seu código penal (...) em nome dessa mesma liberdade?"
 
Presidente da delegação Arménia-UE, a eurodeputada Marie-Anne Isler Béguin a proposito do projecto-lei aprovada pela Assembleia Nacional francesa que instaura penas de prisão e multas pesadas para quem negar o genocídio arménio pelo Império Otomano, durante e depois da Primeira Guerra Mundial.

 

Salazar...#3

Há uma razão muito simples, que ninguém quer admitir, e que tem a ver com a permanência nos valores mentais, nos hábitos da nossa democracia, dos quadros do Portugal de Salazar.
Valores como o "respeitinho", a hipocrisia pública, a retórica antipolítica, a tentação de considerar que o suprapartidário é bom, a obsessão pelo "consenso", o medo da controvérsia, a cunha e a clientela, mesmo a corrupção pequena, a falta de espírito crítico desde as artes e letras até à imprensa e Igreja, tudo vem do quadro do salazarismo e reprodu-lo.
O medo do conflito, essa tenebrosa herança de 48 anos de censura, permanece embrenhado na vida política da democracia e isso dá vida à nostalgia da pasmaceira vigiada de Salazar.
Por tudo isto não espanta a censura do nome de Salazar, por medo de um resultado inconveniente num programa da "televisão pública" da democracia.

Extraído da crónica de Pacheco Pereira in publico.pt

Salazar...#2

Para os primeiros, o salazarismo, o regime e o seu mentor, foi uma experiência de "vida", eles "viveram" Salazar e sabem o que isso significava: polícia política, violência, censura, ausência de liberdades públicas, atraso e miséria do país e, por último, guerra.
Sabem também sem ambiguidades que, protegidas pelas instituições do regime como a censura, existia corrupção, nepotismo, muita pobreza, ignorância e isolamento arrogante, e por isso não são sensíveis a qualquer forma de saudades de Salazar.
Mas a verdade é que não conseguiram com eficácia transmitir esse sentimento, tornando-o num adquirido que facilmente se normalizasse com o tempo.

Extraído da crónica de Pacheco Pereira in publico.pt

Salazar...#1

É interessante de ver que, mais de 30 anos após o fim do regime ditatorial do Estado Novo, a democracia ainda lida mal com a figura de Salazar, uma espécie de questão não resolvida.
Para quase todos os "democratas" de antes de 25 de Abril, a maioria dos quais não eram democratas mas comunistas, não há nenhuma ambiguidade com Salazar, mas para os democratas de depois do 25 de Abril subsiste uma lembrança, uma nostalgia, uma memória, com a qual lidam mal, ou não lidam à vontade.
Extraído da crónica de Pacheco Pereira in publico.pt

quinta-feira, outubro 12, 2006

Pois. Propostas do PSD e CDS: não obrigado!

O Chile privatizou todo o seu sistema de pensões e foi um "case study" nas melhores escolas americanas. O sistema faliu, porque o mercado de capitais não garantiu as taxas de retorno em que o sistema todo assentava.

Resultado: os velhinhos chilenos já estavam há muito a viver da caridade, não tivesse o Estado a gastar anualmente mais de 3% doPIB para pagar as pensões que os fundos não cobriam.
 
Extraído da crónica de Sérgio Figueiredo
 
 

Resumindo...é isso aí.

Trabalhar mais para manter a pensão, ou contribuir com o mesmo para receber menos na reforma.
 
 
Extraído da crónica de Sérgio Figueiredo

Justo uma reforma de 55% do salário?

A questão mais sensível desta reforma:
a redução da taxa de substituição do salário nas pensões, que passará para 55% do salário em 2050, e que motivou a rejeição da CGTP.
"É justo que eu pague a pensão do meu pai e o meu filho pague a minha, mas porque a minha esperança de vida é maior que a do meu pai também é justo que a percentagem do salário na minha pensão seja mais baixa do que a dele e que a do meu filho seja menor que a minha, pois a sua vida será mais longa."
 
 

Haja paciência

Manuel Alegre acusa: "Queiram ou não, volta a haver medo em Portugal"
 
in dn.pt

quarta-feira, outubro 11, 2006

Mas não deveriam as empresas participar de forma mais activa nesta reforma?

"Queremos uma Segurança Social solidária e é por isso que defendemos uma Segurança Social universal, pública, e que une e não deixa cada um por si. O bom princípio é que eu pague a pensão do meu pai e que o meu filho pague a minha pensão"

José Sócrates in publico.pt

Diagnóstico precoce

A idosa protagonizaria ainda a frase humorística do dia.
Quando se queixava da quantidade de medicamentos que tinha de tomar, Cavaco Silva interpelou-a: "Mas vejo que está com bom aspecto".
Ao que a mulher, muito baixinha, retorquiu de forma automática: "Não estou doente da cara, senhor Presidente."
 

E o acessor diz que ele ficou sensibilizado

Um dos assessores de Cavaco Silva contou ao PÚBLICO que, nessa ocasião, quatro prostitutas relataram a sua história pessoal.
"O Presidente da República ouvia-as com muita atenção e fez-lhes várias perguntas sobre a forma como acabaram por ir para as ruas. Estava visivelmente sensibilizado", assegurou o mesmo responsável.
 

Palavras de um dia

Às vezes nem eu próprio me conheço

Só peço que me deixem ser quem sou

 

Ricardo Ribeiro em "Deixem me ser"

terça-feira, outubro 10, 2006

Somos todos suecos

Eu nunca fui à Suécia, mas sinto-me Sueco; devido à questão da liberdade sexual e à experiência da social-democracia Sueca.

Extraído da entrevista de Carlos Vaz Marques a Caetano Veloso em Pessoal e Transmissível.

A começar pela Madeira...

Portugal «está a ser conduzido por gente louca»

 

O líder do Governo regional da Madeira, Alberto João Jardim, voltou à carga e afirmou esta segunda-feira que o país está «a ser conduzido por gente louca».
 
in tsf.pt

"Democracia" musculada

O assassínio da jornalista russa Anna Politkovskaia, com as suas circunstâncias brutais, significa duas coisas novas.
Primeiro, que a desfaçatez do Kremlin é total e que já pouco ou nada há para disfarçar.
Segundo, que o regime de Vladimir Putin, do qual gostamos de dizer delicadamente que segue uma "perigosa deriva autoritária", criou na Rússia um clima de impunidade e de brutalidade em que tudo passou a ser permitido.
 
Extraído da crónica de Teresa de Sousa in publico.pt

O roteiro para a inclusão que excluí

A informação correu de tasca em tasca, durante a semana passada, seguindo encosta acima, pelo casario precário da Serafina.
A visita do Presidente da República a um dos mais antigos guetos de Lisboa, agendada para hoje, limitar-se-ia, afinal, ao Centro Social de São Vicente de Paulo, instituição exemplar, única edificação sólida e pintada do bairro degradado.
 

segunda-feira, outubro 09, 2006

Baixas rotações..baixas ambições...

Tiago Monteiro (Midland) mostrou-se igualmente satisfeito pela sua prestação no Japão, onde alcançou o 16º lugar:
"Foi bom terminar mais uma corrida, porque devido a uma quantidade de pequenos problemas tenho vindo a abandonar mais vezes do que esperávamos este ano."
 
Tiago Monteiro, o único piloto português actualmente presente na F1 in publico.pt
 

Finalmente, basta!

O secretário-geral do PS, José Sócrates, declarou, hoje, no Funchal, que é tempo de dizer "basta" à actuação do Governo Regional, numa alusão ao endividamento em 150 milhões de euros detectado na Madeira pelo Ministério das Finanças.
 

sábado, outubro 07, 2006

Toca a mexer

Como será o mundo daqui a 25 anos no que diz respeito ao movimento das pessoas?
A acreditar nas projecções de Papademetriou e dos analistas que o antecederam, será mais movimentado.
Dito de outro modo: as pessoas tenderão a mudar de lugar mais vezes durante o seu tempo de vida - para estudar, para trabalhar, para seguir melhores oportunidades, para colher os frutos do seu investimento pessoal.
Mobilidade, circulação: eis o paradigma dentro de 25 anos.
 

Palavras de um dia

Estamos em sintonia.

sexta-feira, outubro 06, 2006

Esquerda vs. Direita #3

Uma urgência não é uma situação abstracta: é a tentativa de nos salvarmos ou salvarmos alguém.
É uma corrida contra o tempo.
Um governo socialista tem de ter estes factores em conta.
 
Extraído da crónica de Eduardo Prado Coelho in publico.pt

Esquerda vs. Direita #2

 É por isso que algumas das medidas propostas pelo chamado Compromisso Portugal (que, aliás, nada têm de original) são de uma enorme insensibilidade. Como é fácil dizer, do alto do jogo das cadeiras de empresários e gestores, que se devem pôr 200 mil funcionários públicos na rua!
Como é fácil esquecer que muitos deles nunca tiveram outro meio de subsistência e que já não têm idade para arranjar outro emprego!
 
Extraído da crónica de Eduardo Prado Coelho in publico.pt

Esquerda vs. Direita #1

Uma das distinções essenciais da esquerda e da direita é que a esquerda deverá ter em conta as consequências das medidas tomadas para as pessoas de hoje, o modo com elas são afectadas no seu quotidiano.
Os perigos de um capitalismo sem instâncias de moderação estão aqui.
 
 
Extraído da crónica de Eduardo Prado Coelho in publico.pt

quinta-feira, outubro 05, 2006

Encontro de culturas

O beijo também é cultura, é a melhor forma de conhecer outra língua.

 
Extraído de Sinais de Fernando Alves

A história e a memória

"A nossa história é menos pacífica do que hoje alguns julgam"
 
Pacheco Pereira nas comemorações dos 100 anos do nascimento do Gen HUmbero Delgado comentando o assassinato de Delgado e da sua secretária, Arajaryr Campos, por agentes da PIDE.

quarta-feira, outubro 04, 2006

Estou aqui

A tentação é dizer não chores..

E deveria ser ao contrário…

Deveria ser "chora...porque eu estou aqui"
Dias do Avesso de Eduardo Sá

Uma questão de espera

O Bloco de Esquerda (BE) quer que os hospitais e centros de saúde definam os tempos de espera máximos para uma consulta ou cirurgia e passem a dar essa informação aos utentes. O projecto de lei que prevê a criação de uma carta dos direitos de acesso aos cuidados do Serviço Nacional de Saúde é hoje votado no Parlamento.
O documento estabelece mecanismos para garantir o direito dos doentes a serem tratados "num período de tempo aceitável" e a serem informados da sua situação e alternativas de tratamento, tal como prevê a Lei de Bases da Saúde. Ao mesmo tempo, acaba por exigir às unidades de saúde que planeiem internamente as suas actividades e possam vir a ser responsabilizadas se não cumprirem os prazos fixados.
 

Palavras de um dia

Iguala as minhas mãos ao pensamento
Torna a minha vontade mais veloz
E tu verás, natureza, como consigo,
Amar o meu amor como não amo,
Ler todos os livros que não leio
E dizer as palavras que não digo
 
 
Extraído de Outra Voz
 

terça-feira, outubro 03, 2006

Palavras de um dia

Insatisfação. Insatisfação. Insatisfação. Insatisfação.

Ele há coincidências...

Santos Silva e Ulrich compram 952 mil acções do BPI na véspera da OPA.

Segundo fonte oficial do BPI, o exercício das opções a 10 de Março, três dias antes do anúncio do lançamento da OPA por parte do BCP, foi uma "coincidência".

in negocios.pt

As minhas preces foram ouvidas. Obrigado.

Souto Moura: este “é um tempo” para manter o silêncio

O procurador-geral da República, Souto Moura, despediu-se hoje do Presidente da República, Cavaco Silva, no termo do seu mandato de seis anos, afirmando que este é "um tempo" para manter o silêncio.

in publico.pt

Ele há coisas que mesmo lendo, não se acredita

Collor de Mello regressa à política como senador
 

Nesta altura do campeonato, ninguém se interessa mesmo pelo que tu achas...

Souto Moura diz que director da PJ deve ser magistrado

Em Braga, a poucos dias de cessar funções, Souto Moura sugeriu ontem que o director da Polícia Judiciária (PJ) seja um magistrado do Ministério Público (MP) proposto ao Governo pelo procurador-geral da República (PGR). A ideia foi lançada num simpósio de Direito Processual Penal, na Universidade do Minho, quando o PGR cessante falava sobre investigação durante a fase de inquérito e se referia à relação entre a polícia criminal e o MP.

in dn.pt

É assim! #2

É chegado o momento de pedir, por razoes de urgente cidadania, aos portadores da maleita, por favor, proíbam-se de começar as frases com o trambolho É assim .
É assim…estou convencido que isto não via lá de outra maneira.
Extraído da crónica de Fernando Alves em "Sinais" in TSF

É assim! #1

Nas lojas, nas repartições, nos restaurantes, pergunta-se quanto custa, quanto tempo demora, o que é que acompanha o bife do lombo e o esclarecimento traz à cabeça, como uma etiqueta, o inevitável «é assim...».
A coisa pega-se facilmente às crianças e, tal como a coceira, mesmo os mais prevenidos se descobrem, subitamente, inermes à praga.
Extraído da crónica de Fernando Alves em "Sinais" in TSF

segunda-feira, outubro 02, 2006

Flir-delity #2

As brincadeiras sobre o sexo com terceiros e pequenas indirectas são consideradas por 49 por cento das pessoas como uma brincadeira. 58 por cento dos inquiridos não têm problemas em conversar com outra pessoa num bar e 48 por cento chegam mesmo a aceitar uma bebida de um estranho.

Comparando os sexos, os homens são aqueles que mais «esticam» os limites do «flir-delity». Para dez por cento, um beijo na boca encaixa perfeitamente no novo termo e para 17 por cento, trocar emails ou mensagens de texto é também um comportamento irrepreensível. Nas mulheres, estes números baixam para três e cinco por cento, respectivamente.
 

Flir-delity #1

A meio caminho entre a fidelidade e a infidelidade os casais ingleses descobriram um território de ninguém a que decidiram chamar «Flir-delity», fusão entre o «flirt» e a «fidelity» (fidelidade).
 
Foram inquiridas 2500 pessoas e, entre as que mantinham relações de longa duração, mais de 25 por cento confessaram que ser apreciado por um estranho aumenta o desejo e a atracção que sentem pelos cônjuges. 22 por cento afirmaram não se importar que o parceiro mantenha um flirt inofensivo com outras pessoas.

Por outro lado, 80 por cento das pessoas consideraram não ter problemas se o parceiro elogiar outra pessoa e 89 por cento afirmaram que não têm ciúmes de um sorriso.

in portugaldiario.pt

Palavras de um dia

Espero por ti.

O novo registo de Caetano, Cê, é a companhia musical desta semana. A próposito do mesmo, reproduzo as palavras de Jacinto Lucas Pires na sua crónica semanal no DN:
De Caetano Veloso espera-se sempre um outro, novo inesperado. Ele é o tipo de artista atento e mutante, em cima do tempo, sempre lançado no futuro. Mas a verdade é que, desta vez, Caetano conseguiu inesperar-nos mesmo para lá disso. Não existe a palavra? Existe agora, que é ela a melhor para dizer do nosso susto, tão grande espanto. Inespera-nos, pois, inesperar-nos-á. Porque o mais incrível é que o disco continua assim - todo estranheza e novidade, coisa que pergunta que pergunta - ainda depois de o ouvirmos uma e outra e outra vez.Em Cê, o novo cd de originais de Caetano Veloso, o assunto é sexo. Atravessado por quase tudo, ciúme, dor, humor, viagem, memória, cidades, poesia, alegria, guitarras eléctricas - sexo. E, para falar de assunto tão difícil - o que há de mais privado e sem conversa, por um lado, e, por outro, mais complexo e revelador do que somos e queremos ser? -, o mestre baiano escolheu fazer-se acompanhar de uma formação rock, com bateria, guitarra e baixo, e entregar a direcção musical a Pedro Sá e Moreno Veloso, dois músicos da geração dos novos. O resultado é mais do que espantoso, senhoras e senhores: um som Caetano para o século XXI.

Excessos

"Porque fuma e bebe tanto?

"O álcool conserva a carne, o fumo dá-lhe o gosto".
Serge Gainsbourg

domingo, outubro 01, 2006

Deus não é propriedade privada

Não adianta dizer que há um só Deus se esquecemos, cristãos e muçulmanos, que há uma só humanidade a respeitar e a servir por todos.

Extraído da crónica de Frei Bento Domingos in publico.pt

O chefe da banda

"Eu sou o chefe da banda!
Que tudo corra bem...
Já sabe que conta aqui comigo, hã?"

Valentim Loureiro informando o árbitro Paulo Pereira da sua nota, antes de ser pública.
O Boavista -Alverca foi prolongado por 7 minutos e o Boavista ganhou o jogo com dois golos marcados nos descontos.

in sol.pt

E Badajoz aqui tão perto...

28% dos portugueses acham que Portugal e Espanha deveriam ser um só país.
E destes, uma boa parte não se importava que a capital fosse Madrid e o chefe de Estado fosse Juan Carlos.

in sol.pt

Coragem, precisa-se

A deputada social-democrata Zita Seabra desistiu hoje do projecto de lei que defendia a suspensão dos julgamentos de mulheres acusadas de crime de aborto, por considerar que a iniciativa foi usada como "violenta manobra táctica político-partidária".
 
Apesar de considerar o diploma "justo, necessário e inadiável", Zita Seabra decidiu não avançar com o projecto de lei, por considerar que a notícia do "Expresso" "desvirtua completamente o sentido original" da proposta e a "transforma em ridículos 'complots'".

"Considero que não há condições para avançar com a iniciativa legislativa que estava a promover na Assembleia da República", refere a deputada.
 

Sem comentários #1

"Tenho medo das mulheres"
 
 
José António Saraiva, Director do Sol in revista Elle.

Amor infinito

Dizem que já não há um amor infinito?

 

Não acredito, e peço que me mostrem que não há.
 
 
Extraído da entrevista de Carlos Vaz Marques a Teresa Salgueiro (Madredeus) em Pessoal e Transmissível.

sexta-feira, setembro 29, 2006

Doçura

O pastel de nata é o anti-depressivo mais popular do mundo
 
Eduardo Sá in antena1.pt

A mãe de todas as revoluções

Se é certo que, em nome do Islão, existem hoje milhões de muçulmanos privados de acesso à educação, à ciência e ao conhecimento, milhões de seres humanos arrastados para guerras que não desejaram e condenados a viver na miséria e no subdesenvolvimento a mando dos seus teólogos, também é verdade que o mesmo se passou durante séculos com os católicos a quem a Igreja ensinou apenas a esperar pela justiça e pelo Paraíso depois de mortos. E não foi a Igreja que mudou, mas a Revolução Francesa que ensinou os homens a mudar, contra a Igreja.
 
Extraído da crónica de Miguel Sousa Tavares in Expresso

quinta-feira, setembro 28, 2006

Querer é poder

Duas crianças a brincar num lago gelado a patinar, e uma delas cai numa das fendas.

A outra criança vendo o amigo em perigo, tira os patins, golpeia com toda a força que pode o gelo até conseguir tira lo da água gelada.

Quando os bombeiros chegam, perguntaram ao rapaz como tinha conseguido com umas mãos tão frágeis e sendo tão pequeno salvar o amigo.

Sem resposta, há um senhor que passa que tendo percebido o que se passou afirmou "Eu sei muito bem como ele conseguiu".

"Como" perguntaram os bombeiros

"Não havia ninguém à volta para lhe dizer que ele não seria capaz" respondeu.
Extraído de "o amor é.." de Julio Machado Vaz

quarta-feira, setembro 27, 2006

Humor negro

O Partido Socialista chumbou hoje o requerimento apresentado pelo Bloco de Esquerda para a audição no Parlamento do ainda procurador-geral da República, no âmbito do caso do envelope 9, por "não querer dar esse incómodo" a Souto Moura, ironizou a deputada socialista Helena Terra.
 
 

terça-feira, setembro 26, 2006

Paraíso

O paraíso é preciso, Manuela Azevedo?

Sim, sempre..aqui e agora.
 
Extraído da entrevista de Carlos Vaz Marques a Manuela Azevedo (Clã) em Pessoal e Transmissível.

Inferno

Existem três historias, talvez as mais trágicas:
 
Uma é sobre pais que comeram os próprios filhos porque tinham fome..
 
Outra passa se No mercado da cidade Norte Coreano em que exitem muitas crianças a pedir e comer no chão algumas perderam os dedos e outras partes do corpo por causa do frio.
 
A terceira é sobre campos de concentração. Os presos políticos são executados em público.
 
Esta são histórias que ouvimos dos dissidentes Norte Coreanos
 
 
Rita Colaço faz um retrato inédito da Coreia do Norte, in antena1.pt
 

Uma questão de hábito

Como dizia Sartre, o que há de aborrecido com o mal, é que nos habituamos.
 
 
Extraído da crónica de Fernando Alves em "Sinais" in TSF

O amor é...

A minha avó ficou com artrite, e quando ficou com artrite, deixou de poder pintar as unhas do pé, como então fazia.

Então, o meu avô passou a pintar lhe as unhas do pé, apesar de também ele ter artrite
 
Extraído de "o amor é.." de Julio Machado Vaz

segunda-feira, setembro 25, 2006

A pandilha do charme #3

Este "movimento" designa-se de Compro-misso. Mesmo com uma posição política e partidária ambígua, reclamando sem nada oferecer, limitando-se a defender os seus próprios interesses e apontando objectivos sem mostrar caminhos. Só se for Compromisso com os próprios. E é esta a "elite económica" que temos.
 
 
Extraído da crónica de Joana Amaral Dias in dn.pt

A pandilha do charme #2

Assim, as propostas são previsíveis: menos impostos para as empresas, privatização da saúde, da educação e da Segu-rança Social, liberalização dos despedimentos, rua para 200 mil funcionários públicos. É claro que temas fundamentais, mas que obrigariam a um outro comprometimento - como a formação dos empresários portugueses (com as qualificações mais baixas da Europa), a articulação entre universidades e empresas, uma gestão competente que altere o facto de os portugueses trabalharem mais, receberem menos e menos produzirem - ficam de fora.
 
Extraído da crónica de Joana Amaral Dias in dn.pt
 

A pandilha do charme

Trata de um grupo de gestores que debitam ideias estafadas, com parangonas mediáticas, sem nunca explicarem como pretendem concretizar, realmente, aquilo que propõem. Muitos têm protagonismo político e/ou partidário, como Alexandre Relvas - director da campanha presidencial de Cavaco Silva -, António Borges e António Mexia, do PSD, e vários são ex-governantes de Guterres. As propostas que defendem são, evidentemente, ideológicas. Centram-se no Estado, ao qual fazem um largo conjunto de exigências, sem se implicarem. Sem dizerem qual o contributo que as suas próprias empresas podem oferecer. O que nem deveria ser difícil, crendo-se no empreendedorismo, competitividade e dinamismo que apregoam.
 
 
Extraído da crónica de Joana Amaral Dias in dn.pt

domingo, setembro 24, 2006

Para sempre

A única coisa q não é efémera é o que podemos guardar com os olhos, com o coração.


Extraído da entrevista de Carlos Vaz Marques a Daniela Mercury em Pessoal e Transmissível.

sábado, setembro 23, 2006

Palavras de um dia: e não é que é mesmo verdade

Quando um Homem sonha, o mundo pula e avança.

Tão amigos que nós eramos

Um jornal que vale por si.
Este semanário não oferece brindes nem faz promoções.

Na capa do semanário Sol, numa clara alusão ao seu concorrente Expresso

sexta-feira, setembro 22, 2006

Frase de um dia

All the lonely the people…where do they all come from
 
 
Beatles

Modelo social

É curioso constatar que todos os Estados nórdicos como a Finlândia, a Dinamarca e agora a Suécia viraram politicamente à direita, mas mantiveram, apesar de pequenas reformas, inalterado o modelo social vigente.

Isabel Meirelles in negocios.pt

Comportamentos parasitários

o eleitorado [sueco] não pretende que o Estado providência sueco, que foi sempre uma inspiração para outros países e apontado como modelo ideal, seja abandonado.
O que os eleitores pareceram querer dizer é que os abusos devem ser travados, designadamente os comportamentos parasitários que podem, muito facilmente, pôr em causa o equilíbrio das finanças públicas.
Isabel Meirelles in negocios.pt

Uma questão de sexo

O sexo é uma forma de poder. Trocamos sexo por afecto, atenção e segurança.
Cultivamos o bom sexo – em podendo, porque, como dizem os americanos, it takes two to tango – para nos sentirmos mais felizes.
Porque não aceitamos de uma vez por todas a verdadeira importância do sexo nas nossas vidas?
E porque não aprendemos uns com os outros a falar sobre ele, trocando ideias, experiências e pontos de vista?
Margarida rebelo Pinto in sol.pt

Lugar comum

Afinal, tarde mas a horas, "descobre-se" que são as pessoas que constituem o principal suporte e património de qualquer organização; são as pessoas que garantem o seu sucesso ou explicam o seu fracasso.

Logo, tudo o que seja centrar nos recursos humanos a estratégia das empresas é a chave do futuro e é, por aqui, que também melhor vislumbramos as crescentes responsabilidades sociais da empresa.

Extraído da crónica de Bagão Felix in negocios.pt

Quem despacha menos

Os administradores da Sonaecom garantiram ontem no encontro com o Sindicato dos Trabalhadores do Grupo Portugal Telecom (STPT) que irão despedir menos trabalhadores do Grupo PT que a actual administração liderara por Henrique Granadeiro.
in negocios.pt

quinta-feira, setembro 21, 2006

A pandilha do charme: poderia repetir,pf?

As leis rígidas só vão prejudicar e portanto o Compromisso Portugal defende a flexibilidade como uma forma positiva para assegurar a segurança no trabalho"

António Carrapatoso no Compromisso Portugal

A pandilha do charme: pelo menos numa coisa estamos de acordo

A liberalização dos despedimentos, num país com uma classe empresarial como esta, era um risco que eu não correria.

José Maria Ricciardi in negocios.pt

A pandilha do charme com medidas inovadoras e nunca sugeridas

programa de redução até 200 mil efectivos na Administração Pública e de poupanças potenciais
in negocios.pt

A pandilha do charme em acção

O Compromisso Portugal faz hoje as contas aos custos de transitar, no imediato, de um sistema de repartição nas pensões de reforma, para um modelo de capitalização.
Prevê que a capitalização custe 0,6% do PIB até 2051 e 1% entre 2051 e 2091
Na Educação Básica e Secundária, propõe dividir o Ministério ao meio e reforçar a oferta privada.
Na Competitividade, é apresentada uma agenda para derrubar barreiras invisíveis.
No Ambiente e Ordenamento do Território, pretende promover a eficiência energética e a sustentabilidade.
No Estado, a proposta do Compromisso passa por algumas ideias para abater 5 mil milhões à despesa.
Na Justiça, a ideia é ter tribunais com menos processos e com mais gestão.
in negocios.pt

E era urgente...

"Envelope 9" esgotou prazos de inquérito

Oito meses depois de o jornal "24 Horas" ter noticiado que existiam no processo da Casa Pia listagens detalhadas com os telefonemas privados das mais altas individualidades do Estado, o inquérito ao "envelope 9" ainda não está terminado. A acusação pública ainda não foi notificada aos arguidos, entre eles os jornalistas do "24 Horas" Joaquim Oliveira e Jorge Van Kriken, podendo isso vir a acontecer nas próximas semanas.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) não explicou ainda os motivos para que os prazos normais de um inquérito fossem esgotados, embora tal situação não tenha consequências legais.

in publico.pt

quarta-feira, setembro 20, 2006

Não há paciência #2

O mais absurdo é que todos exigem a mesma moralização: os presidentes indiciados, os árbitros suspeitos, os comentadores, os ex-presidentes, os jogadores. Culpados e inocentes, sejam quem forem, de-fendem a moralidade como meninos de co-ro. É uma pescadinha de rabo na boca ridícula e sem qualquer sentido, porque ninguém mexe uma palha por isso, e muitos serão certamente responsáveis pelo estado a que se chegou.
 
Extraído da crónica de Pedro Rolo Duarte in dn.pt

 

Não há paciência #1

Há anos que ouvimos as mesmas frases, as mesmas palavras, as mesmas ideias: "moralizar o futebol", "credibilizar o futebol", "chega de sermos roubados", "o que é preciso é varrer esta gente toda" (estou a ouvir pela enésima vez um comentador qualquer a gritar isto na SIC-Notícias), "está na hora de pôr na ordem o futebol", "é preciso de-nunciar a podridão"
 
Extraído da crónica de Pedro Rolo Duarte in dn.pt

terça-feira, setembro 19, 2006

No tempo do Estado Novo, em que foste Ministro do Ultramar, essa variável também estava muito presente

a variável do medo tem nova definição, porque é um resultado que a agressão procura instalar nas sociedades civis ocidentais, promovendo no seu próprio campo a total indiferença pela vida dos adversários e a total disponibilidade dos seus para o sacrifício recompensado pela salvação.
 
Extraído da crónica de Adriano Moreira in dn.pt

E o mundo agradece

Manuel Alegre afirmou hoje, na Maia, que estará presente no próximo congresso do Partido Socialista, marcado para o segundo fim-de-semana de Novembro, mas garantiu que não será candidato a secretário-geral.
 

O que tu queres, sei eu

 "Os dogmas sobre a segurança social da esquerda mais granítica foram todos caindo. O sistema misto é a última trincheira", acusou o ex-ministro do Trabalho e Segurança Social [Bagão Felix].
 

A força da vontade

Todos nós somos capazes de tudo…basta querermos.


Extraído da entrevista de Carlos Vaz Marques a Teresa Ricou (Chapitô) em Pessoal e Transmissível.

segunda-feira, setembro 18, 2006

Bremen Concert



Keith Jarrett vai ser a companhia musical desta semana.
Ganhou estatuto com as diversas colaborações que teve com Miles Davis. No entanto, o sucesso surgiu através das suas actuações ao vivo, e pelos improvisos de cada espectáculo seu, destacando se os espectáculos de Bremen e Lausane, e posteriormente o concerto de Koln (Colónia) e o mais recente Radiance que, segundo o próprio, foi totalmente improvisado. Fica por agora este belo espectáculo de Bremen.

domingo, setembro 17, 2006

Viagem interior

O facto de viajar , ver a minha família de longe, o meu país de longe, você vai entendo melhor cada lugar, vai se entendo a si mesma melhor.


Extraído da entrevista de Carlos Vaz Marques a Daniela Mercury em Pessoal e Transmissível.

quinta-feira, setembro 14, 2006

Estar em casa

O que a faz sentir em casa, Lhasa de Sena?

Quando estou com as pessoas que amo, ou quando estou com pessoas que me fazem sentir bem

Extraído da entrevista de Carlos Vaz Marques a Lhasa de Sena em Pessoal e Transmissível.